Óleo de sementes de cânhamo vendido como canábis medicinalNotícias de Saúde

Quinta, 06 de Junho de 2019 | 72 Visualizações

Fonte de imagem: The Sourcery

O Observatório Português de Canábis Medicinal (OPMC) alertou que estão a ser vendidos suplementos alimentares à base de óleo de sementes de cânhamo como sendo óleo de canábis medicinal, os quais estão a induzir em erro os consumidores.
 
“É importante as pessoas saberem que o suplemento com canabidiol foi retirado do mercado. Portanto, isto é impossível ser um suplemento alimentar com fins terapêuticos”, disse à agência Lusa a presidente do OPCM, Carla Dias.
 
Desde que foi aprovada em janeiro a lei que regulamenta a utilização da canábis para fins medicinais, surgiram em Portugal vários suplementos alimentares com o nome “Cannabis” que estão a ser anunciados na televisão e a ser vendidos livremente em farmácias, ervanárias e em lojas especializada, segundo o “CannaReporter”, um sítio especializado em informação sobre canábis.
 
Os produtos estão a ser comercializados numa altura em que os consumidores deixaram de ter acesso aos produtos à base de óleos de canabidiol e que foram retirados do mercado porque passaram a ser considerados medicamentos.
 
As pessoas associam o nome dos produtos à canábis medicinal com a agravante de que estes indicam efeitos benéficos em doenças como o cancro, a esclerose múltipla, a dor crónica, a ansiedade.
 
“As pessoas partem do princípio que é o suplemento que a lei veio aprovar, mas na verdade não é, e as pessoas ficam confusas”, disse a presidente do observatório à Lusa.
 
Apesar de estes suplementos alimentares serem ricos em ácidos gordos essenciais, não têm os princípios ativos da canábis e “se tiverem é uma quantidade muito residual tanto de canabidiol (CBD) como de Tetrahidrocanabinol (THC) e não tem qualquer fim terapêutico”, salientou.
 
“Se dizem no rótulo e na embalagem que contêm THC, e se assim é, precisam de uma prescrição médica como está definido na lei. Se não têm, então trata-se de publicidade enganosa”, advertiu.
 
O observatório anda “a lutar para que a lei seja cumprida e depois vêm estas empresas e as pessoas ficam completamente baralhadas”, lamentou Carla Dias, que já expôs a situação ao Infarmed.

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