Oito dicas úteis para todos os paisNotícias de Saúde

Segunda, 23 de Maio de 2016 | 32 Visualizações

Fonte de imagem: Pixabay

O ‘jogo psicológico’ pode ser essencial na educação dos mais novos. Veja os conselhos dos psicólogos.

Na hora de educar uma criança, são os pequenos hábitos e rotinas que fazem toda a diferença. O ‘jogo psicológico’ pode ser essencial e os psicólogos dizem como usá-lo.

Linda Blair, por exemplo, é defensora datécnica da escolha forçada. Ao Telegraph, esta especialista diz que os pais devem dar sempre aos filhos a possibilidade de escolher, mas sem que escapem ao que realmente tem que ser feito. ‘Queres comer ervilhas ou cenouras?’ e ‘Preferes primeiro fazer as tarefas de português ou matemática?’ são os dois exemplos dados e que espelham o poder de escolha dos mais novos, mesmo que tal escolha implique a realização da tarefa na mesma.

Já Steve Biddulph diz que a psicologia é facilmente aplicada na educação de uma criança quando lhe são oferecidas instruções positivas. Ao invés de dizer ‘não andes na estrada’, há que ensinar: ‘anda no passeio que é mais seguro do que andar na estrada’.

Falar sobre tecnologia é outra forma de usar a psicologia na educação, neste caso, incutindo o sentido de responsabilidade: ‘Apenas usas o teu tablet depois de completares todos os trabalhos de casa’.

Na hora de preparar os mais novos para um teste ou exame, os pais devem focar-se nas questões que mais inquietam a criança e que, possivelmente, podem levar a bloqueios na hora da prova. Ajudar os filhos a estudar não implica que se perceba da matéria, por vezes o ‘corpo presente’ é suficiente para que a criança se sinta mais segura e confiante, diz von Lob.

Mas uma criança precisa de sentir-se adulta. Parece estranho mas não há criança que goste de ser tratada como criança – exceto na hora de receber presentes. Tal faz com que seja importante os pais levarem a sério os mais novos, mostrando atenção e interesse naquilo que dizem e defendem. Assumir com seriedade os problemas dos filhos, sejam a nível de notas ou de primeiros desgostos amorosos, é outra das dicas dadas pelo especialista von Lob.

Não subestimar o filho é a sexta dica dada pelos especialistas ouvidos pelo Telegraph. Aqui, a importância está em dar valor aos mais novos por aquilo que fazem, incentivando-os a querer mais e melhor, algo que deve ainda ser complementado com elogios.

Mas nem todos os elogios valem. Linda Blair alerta os pais para a necessidade de não elogiar a nota do filho, mas sim o tempo de estudo dedicado para tal nota. O importante ano é o ‘muito bom’, é o esforço feito para lá chegar.

Entre tantos outros conselhos dados pelos especialistas, destacamos, por fim, a importância dos pais olharem para as crianças como crianças, não querendo que sejam um reflexo daquilo que não foram.

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Referência
POR DANIELA COSTA TEIXEIRA

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