Obesidade infantil: prebióticos muito promissoresNotícias de Saúde

Terça, 13 de Junho de 2017 | 16 Visualizações

Fonte de imagem: MIMS Malaysia

Um novo estudo demonstrou que os prebióticos poderão constituir uma ferramenta de combate ao excesso de peso e obesidade infantis.
 
Os prebióticos são compostos alimentares não digeríveis, como a fibra, os quais atuam como fertilizantes para estimular o crescimento do microbioma intestinal existente. Diferenciam-se dos probióticos que introduzem novas bactérias no organismo.
 
Para o estudo, uma equipa de investigadores da Universidade de Calgary, Canadá, conduziram um ensaio clínico que contou com a participação de 42 crianças classificadas como possuindo excesso de peso ou obesas, com idades compreendidas entre 7 e 12 anos e saudáveis.
 
Os investigadores dividiram as crianças em dois grupos. A um grupo ofereceram fibra prebiótica (inulina enriquecida com oligofrutose) para ser tomada diariamente durante um período de 16 semanas. O prebiótico foi oferecido em forma de pó branco misturado com água. O outro grupo recebeu um placebo, com as mesmas instruções.
 
Os resultados foram bastante animadores. Após as 16 semanas, no grupo dos prebióticos o aumento anual de peso projetado seria de três quilogramas, o que foi de encontro ao índice saudável esperado. 
 
No grupo do placebo, verificou-se que o aumento de peso anual projetado foi de oito quilogramas, o que correspondeu quase ao triplo do aumento de peso anual esperado. 
 
Sendo assim, a suplementação com um prebiótico fez melhorar os resultados nas crianças com excesso de peso ou obesas. Adicionalmente, os investigadores disseram que o prebiótico induziu alterações específicas nas bactérias intestinais em comparação com o grupo do placebo.
 
“Fibra em pó, misturada com água numa garrafa, para tomar uma vez ao dia, foi apenas o que pedimos às crianças para mudarem e obtivemos o que consideramos ser resultados sensacionais – tem sido fantástico”, comentou Raylene Reimer, prefessora e investigadora na Universidade de Calgary e líder deste estudo. 
 
Os prebióticos são baratos e não invasivos e poderão ser a resposta de tratamento das crianças obesas e com excesso de peso. 

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Referência
Estudo publicado na “Gratroenterology”