O que são sinais de pele e como os avaliar?Notícias de Saúde

Quinta, 19 de Maio de 2016 | 4379 Visualizações

Fonte de imagem: huffingtonpost

Uns mais e outros menos, mas todos temos sinais. Raramente presentes ao nascimento, surgem ao longo da vida e, por vezes, é preciso olha-los com muita atenção. A dermatologista Carmen Lisboa explica o que deve ter em atenção em relação aos sinais.

Os sinais de pele são muito comuns. Corretamente designados por nevos melanócitos, são por vezes inestéticos, mas é sobretudo a sua possível evolução para um melanoma que deve causar preocupação. Raramente estão presentes quando um bebé nasce, mas vão aparecendo ao longo da infância, na puberdade e atinge um número máximo na terceira fase da vida. A puberdade é um período onde ocorre um desenvolvimento relativamente rápido dos nevos.

O que são sinais de pele?

Os sinais de pele são tumores benignos da pele que se originam dos melanócitos. Os melanócitos são células da pele que produzem o pigmento responsável pela sua cor, a melanina.

Como aparecem os sinais?                                                

Apesar de imperceptíveis, as células que dão origem aos nevos já estão presentes ao nascimento e vão-se multiplicar ao longo dos anos tornando-se visíveis. A idade, a raça, fatores genéticos e ambientais estão na base do desenvolvimento dos sinais. Dentro dos fatores ambientais a exposição à radiação ultravioleta é o fator mais referenciado como desencadeante do aparecimento de sinais. A exposição solar intermitente (como por exemplo nas férias de verão, solários) e as queimaduras solares são importantes causadores de novos sinais.

Que aspeto têm os sinais?

Há vários tipos de sinais e com diferentes aspetos. Os sinais mais comuns são arredondados, de 2 a 6 mm de tamanho, planos ou elevados, simétricos, de cor castanha (alguns podem ser da cor da pele) e de limites bem definidos. Os sinais podem aparecer em qualquer área da pele, desde o couro cabeludo às plantas dos pés, inclusive na área genital e anal. Há também sinais nas mucosas como lábios e, mais raramente, nas unhas. Nestas localizações a observação por um médico é recomendável.

Como reconhecer um sinal perigoso?

Alguns nevos melanocíticos podem evoluir para um tipo de cancro de pele, o melanoma. Os nevos com maior tendência em sofrer esta alteração para a malignidade são os nevos atípicos. Os nevos atípicos são nevos muitos escuros ou irregulares na cor e nos limites e de dimensão maior que 5 mm. Quanto mais nevos atípicos um indivíduo tiver maior é o risco de desenvolver melanoma.

O melanoma desenvolve-se a partir de um nevo pré-existente ou surge “de novo”. Daí que se deva estar atento ao aparecimento de novos sinais com aspeto diferente e evolução rápida ou a modificação recente de um sinal pré-existente. Recomenda-se a realização mensal do auto-exame da pele, da cabeça aos dedos dos pés, para perceber as modificações precoces que possam ocorrer.

Quando devemos retirar um sinal?

Em muitos casos não há necessidade de retirar os sinais. Devem ser removidos apenas aqueles que o justifiquem evitando cirurgias desnecessárias e as cicatrizes daí resultantes. Devem ser retirados os nevos que sofram modificação, os nevos de aspeto atípico com suspeita de melanoma, nevos sujeitos a irritação repetida. Por vezes, os sinais são removidos por questões estéticas. O dermatologista é o profissional qualificado para avaliar se um sinal deve ou não ser removido.

Perigos em caso de não tratamento?

Os sinais com maior risco de evoluir para melanoma e os sinais suspeitos de melanoma devem ser removidos cirurgicamente. O não tratamento atempado destes sinais implica risco elevado de adquirir melanoma, o cancro de pele mais perigoso e que provoca mais mortes.

Como prevenir os sinais?

Muitos sinais que aparecem durante a infância e puberdade não são possíveis de prevenir dado que estão associados a fatores genéticos. Podem ser prevenidos os sinais adquiridos por exposição solar. Deve evitar-se queimaduras solares e a exposição solar intensa e intermitente, por exemplo nas férias de verão.

Quando recorrer ao médico?

Deve recorrer ao médico sempre que surja um novo sinal com aspeto diferente, atípico e quando há modificação de um sinal pré-existente. As pessoas com muitos sinais devem ter um registo fotográfico dos sinais para um seguimento mais adequado realizado por um profissional qualificado.

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Autor
MOOD
Referência
Dermatologista Carmen Lisboa

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