O que os médicos têm a dizer sobre o consumo de carneNotícias de Saúde

Segunda, 11 de Janeiro de 2016 | 95 Visualizações

Fonte de imagem: afnews

O consumo de carne é importante para o fornecimento de alguns dos principais nutrientes essenciais ao corpo humano. Mas são muitas as pessoas que continuam a questionar a necessidade de ingerir este alimento.

Ainda antes do alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS) acerca do potencial cancerígeno da carne processada e da carne vermelha, eram cada vez mais as pessoas a tentar abdicar do consumo frequente da proteína animal.

Aquilo que era, até agora, uma caraterística dos vegetarianos passou a ser uma tendência cada vez mais crescente. Mas, há que fazer a pergunta: devemos ou não comer carne? Sim, devemos comer mas com (muita) moderação.

A política britânica Kerry McCarthy defende mesmo que, em termos de saúde, a carne deve ser tratada como o tabaco. Há dois anos, um estudo da Universidade do Sul da Califórnia garantiu que comer proteína animal na meia-idade faz aumentar o risco de ter cancro numa proporção idêntica ao consumo de 20 cigarros por dia.

Já Tim Key, cientista do Centro de Pesquisa de Cancro do Reino Unido classifica como “ridícula” esta comparação entre a carne animal e o tabaco, lê-se no site Healthista, que reuniu o depoimento de alguns dos britânicos mais entendidos na matéria.

Até agora, diz a publicação, têm sido vários os estudos que defendem que, enquanto a ingestão de altos valores de proteína durante a meia-idade é prejudicial, o consumo de carne animal pode ser protetor para os adultos mais velhos. As pessoas com 65 ou mais anos produzem menores níveis da hormona de crescimento IGF-1 e o consumo de carne pode ajudar a reverter os efeitos desta mudança hormonal, sendo a perda de massa muscular o mais grave.

Embora o consumo de carne vermelha possa aumentar a quantidade de gordura acumulada e, por isso, tornar o risco de algumas doenças mais propício (Diabetes e doenças cardiovasculares), um estudo em grande escala da Investigação Prospetiva Europeia sobre Cancro e Nutrição (EPIC) defende que pequenas quantidades de carne vermelha - a menos de 80 gramas por dia - não têm qualquer efeito sobre a mortalidade. O estudo tem acompanhado, nos últimos 12 anos, cerca de meio milhão de pessoas de dez países.

Para os médicos, o consumo de carne deve continuar a existir, mas deve ser moderado. Embora o estudo acima citado tenha analisado o impacto de 80 gramas diárias, a ingestão de carne vermelha (a proteína animal mais nociva) não deve exceder os 70 gramas diários.

Ainda no leque da carne vermelha, a nutricionista Victoria Taylor defende que a pessoa pode consumir mais do que a quantidade desejada, contudo, tal apenas deve acontecer esporadicamente, numa ida ao restaurante, por exemplo.

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