O que motiva a depressão pós-parto masculina?Notícias de Saúde

Sexta, 22 de Maio de 2015 | 49 Visualizações

Os sintomas e causas da depressão pós-parto nas mães recentes são há muito objeto de análise e atenção por parte dos profissionais de saúde. Porém, só há relativamente pouco tempo é que a comunidade científica começou a debruçar-se sobre a saúde mental dos homens que acabam de ser pais, tendo chegado à conclusão de que eles também correm riscos de entrar numa espiral depressiva.

Um dos últimos trabalhos neste campo acaba de ser divulgado pelo Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Dizem os investigadores daquela unidade que muitos homens se sentem postos de lado quando o bebé nasce, não lhes sendo dada a oportunidade de passar tempo de qualidade e, assim, aumentar o nível de vinculação.

Para além disso, frisam os cientistas, a muitos homens apenas lhes é pedido que garantam o dinheiro necessário ao sustento da família, ficando arredados, muitas vezes por ação da mãe do bebé, dos cuidados quotidianos que também queriam partilhar. Em resultado, perto de dez por cento dos novos pais apresentam sinais de depressão nos seis meses que se seguem ao parto, em especial quando a toda a conjuntura se aliam dificuldades financeiras e/ou laborais.

“Há evidência crescente de que os homens também correm riscos de deprimir após o parto”, afirma Anna Machin, uma das autoras do estudo, que analisou a evolução mental de 15 homens, nos oito meses que se seguiram ao nascimento dos seus bebés. “Com os pais cada vez mais desejosos de se envolverem na vida das crianças, desde o primeiro momento, há tensão entre o seu papel de provedores financeiros e a sua ânsia de ficarem mais em casa. O nascimento de um bebé também pode causar tensão no casamento, em especial se o casal não entende esta como uma missão de equipa”, adiantou.

Os homens, disse ainda, “demoram mais tempo a criar laços de vinculação com as suas crianças, porque não possuem a ‘vantagem bioquímica’ da gravidez e da amamentação. Se a isso se juntarem dificuldades de passarem tempo de qualidade e cuidado, o resultado pode ser uma sensação de desapontamento e rejeição” e sentirem-se postos de lado na nova dinâmica familiar.

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