O que fazer depois de um escaldão?Notícias de Saúde

Quinta, 17 de Julho de 2014 | 24027 Visualizações

Apesar de muita informação disponível, a verdade é que nem sempre temos o cuidado que devíamos com a exposição solar. Quando já se sente o calor de um escaldão, o que devemos fazer para atenuar a situação?

Umas horas bem aproveitadas ao sol podem tornar-se um problema. É o que acontece quando o sol está lá bem alto, o descuido em relação à proteção da pele se acumula, e a dada altura a vermelhidão numa determinada zona do corpo é visível. E basta tocar naquela região para se perceber que não é uma situação normal. Infelizmente, muita gente que já passou pela experiência desagradável de ter um escaldão, volta repetir o erro. 

Em primeiro lugar, lembra-nos Lima Duque, dermatologista, convém não esquecer que “os efeitos nocivos na pele” podem perdurar muito para lá de o escaldão ter desaparecido. O que quer dizer que mesmo após o escaldão sarar poderá haver problemas de pele. O primeiro passo não poderia, portanto, ser mais claro: sair do sol. Isto pode parecer redundante ou até absurdo mas a verdade é que, quando o mal já está feito, ou seja, quando o escaldão já se nota, o melhor mesmo é reagir de imediato e evitar que o problema se agrave. Por isso, o mais indicado em caso de escaldão é tero cuidado imediato de não estar sob o sol abrasador. E se puder evitar a ida à praia no dia seguinte, melhor ainda.

O sol é um daqueles casos em que a expressão “mais vale prevenir que remediar” faz todo o sentido. O uso de protetor solar é essencial mas Lima Duque lembra-nos que os protetores solares “não protegem completamente das luzes ultravioletas”. Contudo, quando o mal está feito a solução seguinte passa pela “hidratação e pelo uso de anti-inflamatórios, que deverão ser tomados nas primeiras horas”. Desta maneira pode-se atenuar alguns dos efeitos no escaldão, a começar pelo desconforto que provoca. Ingerir frutas e vegetais é também uma forma saudável de repor sais minerais, podendo ajudar à recuperação.
 
Quanto à hidratação, são várias as alternativas no mercado à disposição dos consumidores, mas o mais importante é garantir que a pele se mantém hidratada. Aplicar várias vezes na zona afetada não só ajuda como constituí um ligeiro alívio, dada a sensação de frescura. No caso do duche deve inclusive evitar que a temperatura da água seja muito quente – até pelo desconforto extra que esta provoca sobre pela “escaldada”. No caso de as dores permanecerem e a situação não melhorar (podem surgir pequenas bolhas na pele afetada, por exemplo), convém ter algum cuidado e, se necessário, deve dirigir-se ao Centro de Saúde.

Outro conselho a ter em conta para os dias seguintes a um escaldão é o vestuário. Para além de ser preferível usar roupas escuras, de algodão, o ideal é usar também vestuário confortável. É fundamental deixar a pele respirar e sarar naturalmente. Deve-se por isso escolher roupa que não vai irritar as zonas mais sensíveis do corpo.

Atenção aos sinais

Uma das questões essenciais quando se trata dos efeitos nocivos da pele tem que ver com os chamados nevos, mais conhecidos como sinais. Existem vários tipos de cancros da pele mas a verdade é que a maior parte não são letais. No entanto, os sinais são essenciais para se perceber se há algum risco. Segundo o Manual Merck, quase metade dos melanomas malignos começam nos sinais. Numa altura em que se verifica cada vez mais casos de cancro da pele, é importante perceber que aos cuidados antes da exposição solar se deve juntar uma atenção particular aos sinais.

Os sinais, só por si, não são uma preocupação – são inclusive muitas vezes considerados um sinal de beleza. O importante é quando há alguma mudança no sinal. Lima Duque avisa que é importante ter atenção aos pequenos pormenores nos sinais; trata-se de um autoexame simples de realizar, onde não devem ser descuradas zonas à partida mais escondidas, como por exemplo as axilas. "Um aumento de tamanho, em particular quando se nota um bordo irregular, ou uma mudança de cor no sinal, são alterações que não devem ser tratados como coisa menor", alerta o especialista.

Se tiver alguma dúvida em relação a um sinal que tenha sofrido alterações, deve consultar um dermatologista. Não se trata de excesso de zelo. A verdade é que, tal como nos lembra a norte-americana Skin Cancer Foundation, o diagnóstico e tratamento precoce dos cancros da pele permitem a cura na sua maioria. Por isso, o melhor mesmo é nunca esquecer que o sol é para aproveitar e que a melhor forma de o fazer é sempre com cuidado.

Cancro da Pele - Foto Educação

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Autor
MSN
Referência
Escrito porPedro F. Pina, com entrevista a Lima Duque, dermatologista

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