O que faz os cereais integrais serem tão saudáveis?Notícias de Saúde

Quinta, 11 de Outubro de 2018 | 7 Visualizações

Fonte de imagem: The Cheat Sheet

Uma equipa de investigadores descobriu alguns dos mecanismos moleculares subjacentes aos benefícios para a saúde oferecidos pelos cereais integrais.
 
O consumo abundante de cereais integrais está associado à proteção contra doenças crónicas, à redução dos fatores de risco cardiovascular e da mortalidade por todas as causas, à manutenção de um peso saudável e outros benefícios.
 
Os investigadores liderados por Kati Hanhineva da Universidade do Leste da Finlândia, na cidade de Kuopio, propuseram-se analisar os efeitos de uma alimentação muito rica em cereais integrais, tanto em ratinhos como em humanos.
 
Após os participantes terem recebido uma alimentação com níveis mais elevados de cereais integrais durante 12 semanas, os investigadores conduziram uma análise metabolómica, que consiste no estudo dos processos químicos que envolvem os metabolitos (pequenas moléculas formadas por e durante os processos metabólicos).
 
A equipa concentrou-se especialmente na betaína, que consiste num conjunto de compostos com uma série de funções biológicas. Os cereais integrais são precisamente uma fonte importante de compostos de betaína e a equipa especulou que estes poderiam explicar os benefícios daquele tipo de alimentos para a saúde.
 
A análise demonstrou, tal como esperado, um aumento significativo nos compostos de betaína após a dieta de 12 semanas com cereais integrais, tanto nos ratinhos como nos humanos.
 
Foi descoberta uma correlação entre níveis mais elevados de compostos de betaína e um melhor metabolismo da glicose. 
 
Num ensaio subsequente, a equipa testou certos compostos de betaína em células, com especial interesse em ácido 5-aminovalérico betaína (5-AVAB), que se sabe acumular-se em tecidos particularmente ativos, como o tecido cardíaco. 
 
“Observámos que a 5-AVAB reduz o uso pelos cardiomiócitos de ácidos gordos como fonte de energia através da inibição da função de uma certa proteína das membranas das células”, o mesmo efeito de alguns fármacos cardíacos, explicou Olli Kärkkäinen que participou neste estudo.
 
A equipa realçou, no entanto, que os achados tiveram como base apenas ensaios a nível celular.

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Referência
Estudo publicado em “The American Journal of Clinical Nutrition”