O que faz acelerar o envelhecimento do cérebro?Notícias de Saúde

Domingo, 07 de Outubro de 2018 | 32 Visualizações

Fonte de imagem: ISE Magazine

Uma equipa de investigadores descobriu que a esquizofrenia, o uso de canábis e o consumo de álcool constituem alguns dos fatores que contribuem para o envelhecimento do cérebro.
 
Num estudo que contou com a análise de imagens de tomografia computadorizada por emissão de fotão único, um exame também conhecido como SPECT, os investigadores de várias instituições académicas e clínicas norte-americanas deram um passo importante para perceber a forma como o cérebro funciona ao longo da vida.
 
A SPECT avalia o fluxo sanguíneo da região cerebral no cérebro, o qual diminui na presença de determinadas doenças. 
 
Para o estudo, os investigadores avaliaram um total de 62.454 SPECT, efetuadas a 31,227 pacientes com idades que variavam entre os nove meses e os 105 anos, e que apresentavam várias doenças do foro psiquiátrico.
 
Os investigadores analisaram 128 regiões do cérebro através das SPECT para predizerem a idade cronológica de cada paciente. Se o exame predissesse uma idade mais avançada do que a verdadeira idade cronológica do paciente, seria considerado como tendo um envelhecimento mais rápido. 
 
A análise descobriu que várias doenças psiquiátricas faziam acelerar o envelhecimento cerebral, principalmente a esquizofrenia (que causava um envelhecimento prematuro de cerca de quatro anos), uso de canábis (2,8 anos), doença bipolar (1,6 anos), perturbação de hiperatividade e défice de atenção ou PHDA (1,4 anos) e o abuso de bebidas alcoólicas (0,6 anos).
 
Não foi encontrada uma associação entre a depressão e o envelhecimento e o envelhecimento prematuro do cérebro, o que os investigadores interpretam como sendo devido ao facto de estes problemas apresentarem diferentes tipos de padrões do cérebro.
 
Os investigadores consideram assim que proporcionar um melhor tratamento para aquelas doenças poderá desacelerar ou até impedir o envelhecimento prematuro do cérebro e chamam a atenção para o facto de a nossa sociedade estar a começar a encarar a marijuana como uma substância inócua.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “Journal of Alzheimer's Disease”

Notícias Relacionadas

Info-Saúde Relacionados