O que deve fazer quando a menopausa chegaNotícias de Saúde

Sábado, 28 de Maio de 2016 | 78 Visualizações

Fonte de imagem: newsworks

Hoje, dia 28 de maio, assinala-se o Dia Internacional da Saúde Feminina.

A menopausa é um processo natural que dá início a uma nova etapa da vida da mulher em termos fisiológicos e deve ser acompanhada de alterações no estilo de vida

Joaquim Neves, ginecologista no Hospital Lusíadas Lisboa, explica por que é importante esta mudança e como deve ser feita.

“Impõe-se, desde logo, a adoção de medidas ao nível do estilo de vida: adequar os hábitos às transformações do organismo permite, a longo prazo, minimizar os riscos consequentes, assegurando uma transição mais cómoda e tranquila para esta nova etapa da vida”, explica Joaquim Neves.

“Nesta fase é ainda mais importante a adoção de uma dieta rica em fruta e vegetais,reforçar a ingestão de alimentos ricos em cálcio e vitamina D, que ajudam a preservar os ossos, moderar a ingestão de sal e proteínas, que potenciam a eliminação de cálcio pela urina e evitar bebidas alcoólicas e estimulantes como o café, que favorecem o risco de problemas cardiovasculares e cancro da mama”, acrescenta.

O especialista aconselha ainda que as mulheres, durante esta fase, mantenham um estilo de vida ativo. “Praticar exercício três vezes por semana e praticar desporto com carga durante 30 a 45 minutos são bons aliados para preservar a massa muscular, controlar o peso, estimular a formação óssea e reduzir o risco de problemas cardiovasculares”.

De acordo com Joaquim Neves, o risco de incontinência urinária também pode ser reduzido através do fortalecimento da musculatura pélvica: “a musculatura pélvica pode ser fortalecida com exercícios de Kegel: com a bexiga vazia, a mulher deve contrair os músculos a que recorre quando está a urinar e interromper o fluxo urinário. Manter a contração durante cinco segundos e relaxar durante outros cinco. Ao longo do dia, repetir três séries de dez exercícios”.

O desconforto vaginal pode ser reduzido “através de um lubrificante à base de água (sem glicerina, que pode provocar irritação) ou através da aplicação local de uma solução (creme, anel, comprimidos) com estrogénios, sempre com aconselhamento de um ginecologista”, revela.

E sublinha: “as mulheres que fumam devem abandonar o hábito de forma progressiva, uma vez que para além de a menopausa tender a surgir mais cedo, as mulheres fumadoras também sofrem mais com os sintomas da menopausa e têm um risco agravado de problemas cardiovasculares, osteoporose e cancro”.

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POR VÂNIA MARINHO

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