O que causa a esclerose múltipla?Notícias de Saúde

Quarta, 12 de Junho de 2019 | 11 Visualizações

Fonte de imagem: Medical News Today

Uma equipa de investigadores conseguiu um avanço científico que poderá conduzir ao desenvolvimento de tratamentos preventivos para a esclerose múltipla.
 
Num estudo internacional liderado por investigadores da Universidade de British Columbia, Canadá, foram identificadas mutações em 12 genes que se pensa estarem estreitamente envolvidos no desencadeamento da esclerose múltipla em famílias com membros diagnosticados com a doença.
 
“Esses genes são como um farol que ilumina a raiz da causa da EM [esclerose múltipla]”, comentou Carles Vilariño-Güell, investigador que liderou o estudo.
 
A esclerose múltipla afeta o sistema nervoso central, onde as células do sistema imunitário atacam e danificam a mielina, a camada protetora das células nervosas no cérebro e espinal-medula. O paciente fica frequentemente com incapacidade e com uma qualidade de vida bastante inferior.
 
Para a sua investigação, a equipa de Carles Vilariño-Güell fez o sequenciamento de todos os genes conhecidos em três ou mais pacientes com esclerose múltipla pertencentes a 34 famílias e analisaram as variantes genéticas em familiares, tanto afetados como não afetados pela doença.
 
Foram analisados genes de um total de 132 pacientes, o que permitiu identificar as 12 mutações genéticas mencionadas que podem tornar o sistema imunitário excessivamente ativo, atacando a mielina.
 
Os investigadores sugerem que dos pacientes diagnosticados com esclerose múltipla, apenas 13% terão uma forma genética da doença, mas os que apresentam as mutações identificadas neste novo estudo terão uma possibilidade de até 85% de desenvolverem a doença ao longo da vida. 
 
Carles Vilariño-Güell indicou que o objetivo é agora desenvolver modelos celulares e animais com as mutações identificadas para simular os processos biológicos responsáveis pelo desencadeamento da esclerose múltipla em pacientes, no sentido de eventualmente se desenvolver tratamentos preventivos para a doença.
 
Os tratamentos atualmente disponíveis atuam sobre os sintomas e não sobre as causas da doença.

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Referência
Estudo publicado na revista “PLOS Genetics”

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