O potencial do chá verde no tratamento do cancro do pâncreasNotícias de Saúde

Sexta, 13 de Junho de 2014 | 207 Visualizações

Um componente do chá verde interrompe o metabolismo das células cancerígenas no cancro do pâncreas, demonstra um novo estudo norte-americano.

Conduzido por uma equipa do Los Angeles Biomedical Research Institute (LA BioMed), o novo estudo poderá explicar a razão pela qual o chá verde consegue reduzir o risco de cancro e desacelerar a progressão da doença. Esta descoberta poderá abrir um novo caminho para o estudo da prevenção do cancro.

Diversos estudos tinham já apontado que o chá verde e os seus extratos podem proporcionar tratamentos para o cancro e outras doenças.

Este estudo debruçou-se sobre o efeito da epigalocatequina galato (EGCG) que é um agente biológico ativo do chá verde. Foi demonstrado que este componente altera o metabolismo das células de cancro do pâncreas através da supressão da enzima lactato desidrogenase A (LDHA) que é fundamental para o metabolismo do cancro.

A equipa liderada por Wai-Nang Lee descobriu que a EGCG interrompe fluxo de renovação de moléculas através de uma via metabólica nas células cancerígenas no pâncreas. Os investigadores apuraram que a EGCG causa perturbações no fluxo metabólico das células cancerígenas de uma forma semelhante à do oxamato, um conhecido inibidor da enzima LDHA.

A equipa concluiu que tanto a EGCG como o oxamato conseguiam reduzir o risco de cancro através da supressão da atividade da LDHA, causando distúrbios nas funções metabólicas das células cancerígenas.

Este estudo poderá conduzir a uma nova forma de abordar o tratamento do cancro, que consistirá na alteração do sistema metabólico. Atualmente a ciência encara os mecanismos moleculares como  forma de tratar a doença.

Segundo o autor principal do estudo, esta descoberta faz com que o metabolismo seja encarado de forma totalmente diferente: “já não se trata de um caso em que entra a glicose e sai energia. Agora compreendemos a forma de alterar o metabolismo das células cancerígenas e podemos analisar a forma de utilizar este conhecimento para tentar alterar a forma como o cancro se desenvolve e preveni-lo”.

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Referência
Estudo publicado na revista “Metabolomics”

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