O organismo tem a sua própria balança que regula o pesoNotícias de Saúde

Terça, 02 de Janeiro de 2018 | 45 Visualizações

Fonte de imagem: buzzle

Uma equipa de investigadores conseguiu encontrar evidência relativamente à existência, no nosso organismo, de um sistema de deteção interno do peso corporal. 
 
Num estudo conduzido por investigadores da Academia Sahlgrenska, da Universidade de Gotemburgo, Suécia, foi descoberto que este sistema interno funciona como uma balança normal, registando o peso corporal e a massa gorda.
 
Possuir um maior conhecimento sobre os mecanismos de deteção pode conduzir a uma melhor perceção relativamente às causas da obesidade, assim como ao desenvolvimento de novos fármacos para a combater.
 
Para o estudo, John-Olov Jansson, docente na Academia Sahlgrenska, e equipa usaram roedores obesos, os quais tornaram mais pesados de forma artificial através de pesos. 
 
Foi verificado que os pesos que os investigadores puseram nos roedores fizeram com que a gordura corporal diminuísse e que os níveis de glicose no sangue melhorassem.
 
“Descobrimos um sistema completamente novo que regula a massa gorda. Esperamos que esta descoberta leve a uma nova direção na investigação sobre a obesidade. Os achados podem também proporcionar novos conhecimentos sobre a causa da obesidade e, a longo prazo, novos tratamentos para a obesidade”, comentou John-Olov Jansson.
 
O investigador explicou que o peso do corpo é registado nas extremidades inferiores do corpo. Se o peso do corpo apresentar tendência a aumentar, é enviado um sinal ao cérebro para diminuir o consumo de alimentos e manter assim o peso do corpo estável.
 
Adicionalmente, vários estudos sobre grupos populacionais associaram o estar sentado à obesidade e mau estado de saúde. Os resultados deste estudo explicam esta associação.
 
“Consideramos que as balanças internas do organismo dão uma medição baixa que não é correta, quando estamos sentados. Como resultado, comemos mais e ganhamos peso”, esclareceu Claes Ohlsson, docente e que participou nesta investigação. 

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Referência
Estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”

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