O fim do estetoscópio?Notícias de Saúde

Quarta, 20 de Dezembro de 2017 | 30 Visualizações

Fonte de imagem: pixabay

Uma equipa de investigadores desenvolveu um novo sistema de monitorização dos sinais vitais sem ser necessário contacto físico com o paciente.
 
A ideia surgiu quando Edwin C. Kan e Xiaonan Hui, engenheiros da Universidade Cornell, EUA, visitaram o Centro de Medicina do Sono da Faculdade de Medicina daquela universidade, e aperceberam-se que a medição dos sinais vitais perturba os padrões de sono. Inspiraram-se na tecnologia usada no seu laboratório para desenvolverem um sistema eletrónico livre de contacto físico.
 
O novo dispositivo emprega um sistema de sinais de radiofrequência que captam os sinais vitais do paciente, a partir da leitura de um dispositivo semelhante aos alarmes de segurança da roupa e outros produtos nas lojas, colocado no paciente. 
 
Este sistema é, portanto, bastante económico. O dispositivo mede movimentos mecânicos, emitidos pelo organismo e órgãos internos que são detetados por um leitor eletrónico que recolhe dados a partir de dada localização numa sala.
 
O sistema funciona como um radar e adicionalmente integra um sensor de campo que direciona melhor os sinais eletromagnéticos para o tecido orgânico, permitindo que os dipositivos meçam o movimento interno do organismo como o batimento cardíaco ou o pulsar do sangue.
 
Os dispositivos são alimentados através de energia eletromagnética fornecida por um leitor central. Cada dispositivo possui um código com uma identificação única que transmite juntamente com o sinal emitido. 
 
Devido à identificação única de cada dispositivo, é possível monitorizar os sinais vitais de até 200 pacientes em simultâneo, com apenas um leitor. Isto poderá ser particularmente útil nas urgências de um hospital, por exemplo.
 
O sinal emitido é tão fidedigno como o de um aparelho de eletrocardiograma ou de um medidor de tensão arterial. Os investigadores consideram que esta tecnologia poderá ainda ser adaptada para medir os movimentos intestinais, os movimentos dos olhos e muitos outros mecanismos internos produzidos pelo corpo.

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Referência
Estudo publicado na revista “Nature Electronics”

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