O exercício aeróbico poderá prevenir a Alzheimer?Notícias de Saúde

Quinta, 01 de Fevereiro de 2018 | 102 Visualizações

Fonte de imagem: LiverSupport

Um estudo recente demonstrou que a prática de exercício físico aeróbico poderá ser essencial para evitar a doença de Alzheimer.
 
O estudo que foi conduzido por Gregory Panza, do Departamento de Cardiologia no Hospital de Hartford, EUA, e equipa, procurou investigar os benefícios cognitivos do exercício físico com mais detalhe.
 
Os investigadores fizeram a análise de 19 estudos sobre os efeitos do exercício físico em pessoas seniores que corriam risco de desenvolverem a doença de Alzheimer. 
 
A análise incluía um total de 1.145 indivíduos cujo risco era devido ao facto de os pais terem sido diagnosticados com a doença ou porque já apresentavam uma incapacidade cognitiva ligeira, que é precursora daquela doença neurodegenerativa
 
Foi descoberto que a função cognitiva de pessoas seniores que praticavam apenas exercício aeróbico era três vezes superior à de seniores que praticavam uma combinação de exercício aeróbico e de fortalecimento muscular.
 
De modo geral, o estudo apurou que as pessoas seniores que praticavam qualquer tipo de exercício físico demonstravam possuir uma função cognitiva superior às que não praticavam qualquer exercício físico. 
 
As pessoas que não praticavam exercício físico revelavam, inclusivamente, um ligeiro declínio cognitivo.
 
Mediante os resultados, os autores concluíram que “os nossos achados sugerem que a prática de exercício poderá atrasar o declínio da função cognitiva que ocorre nos indivíduos que apresentam risco de ou têm DA [doença de Alzheimer], com o exercício aeróbico a exercer possivelmente o efeito mais favorável”.
 
O estudo confirma ainda as diretrizes sobre a atividade física da Organização Mundial de Saúde que recomenda a prática de 150 minutos semanais de exercício aeróbico moderado ou de 75 minutos semanais de exercício aeróbico vigoroso a indivíduos com 65 ou mais anos de idade, para ajudar a evitar a Alzheimer.

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Referência
Estudo publicado na “Journal of the American Geriatrics Society”

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