O estudo científico ANIBES analisa a quantificação da ingestão diária de água na população espanholaNotícias de Saúde

Quinta, 09 de Junho de 2016 | 63 Visualizações

Fonte de imagem: pink.weziwezi.

Este novo estudo, publicado na revista científica Nutrients, apresenta a variedade de alimentos e bebidas que incluem água na ingestão deste “nutriente essencial” na alimentação diária dos espanhóis.

  • São necessários mais estudos que analisem a ingestão de água, durante todas as épocas do ano, para conhecer os padrões de ingestão em Espanha.
  • As recomendações de ingestão de água da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA), que em 2010 definiam 2,5 litros para os homens e 2 litros para as mulheres (quantidade que aumenta consoante as condições fisiológicas, prática de atividade física e condições climatéricas de temperatura e humidade relativa), são difíceis de determinar apenas a partir dos registos de consumo de alimentos e bebidas.

A revista científica Nutrients publicou recentemente o estudo ‘Hábitos de consumo de bebidas e associação com a ingestão de água e energia na população espanhola: resultados do estudo científico ANIBES’. Este é um novo avanço na avaliação de dados antropométricos, ingestão de macronutrientes e micronutrientes e suas fontes, assim como o nível de atividade física e dados socioeconómicos da população, que tem sido coordenado pela Fundação Espanhola de Nutrição (FEN).

Esta nova investigação, inserida no estudo científico ANIBES, teve como objetivo principal quantificar a ingestão total de água e outras bebidas, assim como analisar de forma aprofundada a associação entre os tipos de bebidas consumidas e a ingestão de energia. Também se estudou o consumo de líquidos de acordo com a hora do dia e o dia da semana, a associação entre a variedade de bebidas e o aumento da ingestão de líquidos, assim como o cumprimento das atuais recomendações de consumo de acordo com a idade e o género.
Ingestão e valores de referência.

“A evidência científica reconhece que o consumo adequado de bebidas depende de cada indivíduo e das diferentes necessidades de água de cada um segundo as condições de saúde, metabolismo e fatores ambientais, como a temperatura e a humidade, assim como fatores individuais, como a idade, massa gorda e corporal e níveis de atividade física. Além disto, a ingestão de água também depende da alimentação no seu conjunto, incluindo a água dos alimentos”, assinala o Prof. Dr. Lluìs Serra-Majem, Presidente da Fundação Espanhola de Nutrição (FEN), Presidente da Academia Espanhola de Nutrição (AEN), Diretor do Instituto de Investigação Biomédica e Sanitária e Professor Catedrático de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Universidade de Las Palmas de Gran Canária. “Neste sentido, a população masculina consumiu 1,7 litros/dia, aproximadamente 33% abaixo das recomendações estabelecidas, e as mulheres 1,6 litros/dia, cerca de 21% abaixo das recomendações da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA), que recomenda 2,5 litros para os homens e 2 litros para as mulheres”.

“Tendo em conta que a ingestão média de energia no estudo científico ANIBES foi de 1,809 kcal/dia, a contribuição relativa das bebidas foi de 12%”, indica o prof. Dr. Lluìs Serra-Majem. “Este valor está próximo das propostas da EFSA e da Organização Mundial de Saúde (OMS), que indicam que a ingestão de energia derivada de bebidas deve ser igual ou inferior a 10%”.
No que diz respeito à bebida consumida com mais frequência, “este estudo científico indica que foi a água, seguindo-se o leite, tanto nos homens como nas mulheres”, explica o Prof. Dr. Serra-Majem. “Na população masculina, seguiram-se a estas bebidas, por ordem decrescente, as bebidas alcoólicas, os refrescos com açúcar e as bebidas quentes. Na população feminina, depois da água e do leite escolheram-se, pela seguinte ordem, as bebidas quentes, os refrescos com açúcar e as bebidas alcoólicas”.

Diferenças ao longo do dia

Por outro lado, “segundo reflete o estudo científico ANIBES, da mesma forma que a contribuição da ingestão de água proveniente de alimentos aumenta com a idade, porque os grupos etários mais jovens consomem menos fruta e verduras, ricos em água, a ingestão de água através de bebidas diminui nos adultos e nos idosos”, sublinha o Prof. Dr. Serra-Majem.
Além disto, conclui-se que “o padrão de ingestão de bebidas da população representativa alvo do estudo não é igual ao longo do dia, concentrando-se à hora das refeições, sem diferenças significativas entre os diferentes grupos de género e idade”.

Nissensohn M, Sánchez-Villegas A, Ortega RM, Aranceta-Bartrina J, Gil Á, González-Gross M, Varela-Moreiras G, Serra-Majem L. Beverage Consumption Habits and Association with Total Water and Energy Intakes in the Spanish Population: Findings of the ANIBES Study. Nutrients, 2016;8(4):232; doi:10.3390/nu8040232.

Comité Cientifico do Estudo ANIBES

  • Prof. Dr. Javier Aranceta, Presidente do Comité Científico da Sociedade Espahola de Nutrição Comunitária (SENC), Diretor Clínico da Fundação para a Investigação Nutricional (FIN) e Professor Associado de Nutrição Comunitária da Universidade de Navarra
  • Prof. Dr. Ángel Gil, Presidente da Fundação Iberoamericana de Nutrição (FINUT), Diretor do Grupo Científico BioNit e Catedrático de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade de Granada
  • Prof. Dra. Marcela González-Gross, Vice-presidente da Sociedade Espanhola de Nutrição (SEÑ), Responsável do Grupo de Investigação imFine e Catedrática de Nutrição Desportiva e Fisiologia do Exercício da Universidade Politécnica de Madrid
  • Prof. Dra. Rosa Mª. Ortega, Directora do Grupo de Investigação VALORNUT e Catedrática de Nutrição da Universidade Complutense de Madrid
  • Prof. Dr. Lluìs Serra-Majem, Presidente da Fundação para a Investigação Nutricional (FIN), Presidente da Academia Espanhola de Nutrição (AEN), e Catedrático de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria
  • Prof. Dr. Gregorio Varela-Moreiras, Presidente da Fundação Espanhola de Nutrição (FEN) Diretor do Grupo de Investigação Nutrição e Ciências da Alimentação (CEUNUT) e Catedrático de Nutrição e Bromatologia da Universidade CEU San Pablo de Madrid
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Autor
Banco da Saúde
Referência
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