O estado de humor depende da nossa alimentaçãoNotícias de Saúde

Quinta, 14 de Dezembro de 2017 | 53 Visualizações

Fonte de imagem: Blasting News

O que comemos também afeta o nosso estado de humor e saúde mental, atestou um novo estudo.
 
O estudo foi conduzido por investigadores da Universidade Binghamton, da Universidade do Estado de Nova Iorque, EUA, e demonstrou que a alimentação e as práticas alimentares afetam a saúde alimentar dos jovens adultos e dos mais velhos de forma diferente.
 
Para o estudo, os investigadores conduziram uma sondagem anónima através da internet, em que era solicitado aos participantes que completassem o Questionário Alimentação-Humor (“Food-Mood Questionnaire”, na sua versão em inglês), que incluía perguntas relativas a grupos de alimentos que estão associados à neuroquímica e neurobiologia. 
 
Os resultados do estudo demonstraram que o estado de humor nos jovens adultos, ou seja, de indivíduos com 18 a 29 anos de idade, depende de alimentos que fazem aumentar a disponibilidade de precursores de neurotransmissores e de concentrações no cérebro, que é o caso da carne.
 
Nos adultos mais velhos, ou seja, com mais de 30 anos de idade, o estado de humor poderá estar tendencialmente dependente de alimentos que proporcionem mais antioxidantes, como a fruta, e evitar alimentos que ativem o sistema nervoso simpático, que é o caso do café, e não tomar o pequeno-almoço.
 
Lina Begdache, docente assistente de estudos de saúde e bem-estar, e líder deste estudo, comentou os resultados: “um dos maiores achados deste estudo é o facto de a dieta e das práticas alimentares afetarem de forma diferente a saúde mental nos jovens adultos por oposição aos adultos maduros”.
 
“O consumo regular de carne conduz à acumulação de dois químicos no cérebro (serotonina e dopamina), que são conhecidas por protegerem o humor. O exercício físico regular conduz também à acumulação destes e de outros neurotransmissores. Por outras palavras, os jovens adultos que consumiam carne (vermelha ou branca) menos que três vezes por semana e praticavam exercício físico menos de três vezes por semana demonstraram um stress mental significativo”.
 
“Pelo contrário, o humor dos adultos maduros parece ser mais sensível ao consumo regular de fontes de antioxidantes e à abstinência de alimentos que ativam de forma desapropriada a resposta luta ou foge (conhecida normalmente como a resposta ao stress)”, disse a investigadora.
 
“Com a idade existe um aumento na formação de radicais livres (oxidantes), sendo que a nossa necessidade de antioxidantes aumenta. Os radicais livres causam distúrbios no cérebro, o que faz aumentar o risco de stress mental. Adicionalmente, a nossa capacidade de regular o stress diminui, sendo que se consumirmos comida que ativa a resposta do stress (tal como café e demasiados hidratos de carbono), poderemos estar suscetíveis a experienciar stress mental ”, rematou.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “Nutritional Neuroscience”

Notícias Relacionadas

Info-Saúde Relacionados