O cancro do testículo responde melhor à quimioterapia. Porquê?Notícias de Saúde

Sábado, 18 de Novembro de 2017 | 29 Visualizações

Fonte de imagem: Daily Express

Uma equipa de investigadores conseguiu dar resposta a uma questão chave relacionada com a investigação ao cancro: porque é que o cancro do testículo responde tão bem à quimioterapia, mesmo que tenha já criado metástases?
 
Num estudo conduzido na Universidade Cornell, EUA, os investigadores descobriram que o sucesso da quimioterapia naquele tipo de cancro reside nas células estaminais cancerígenas. A equipa observou que estas células são mais sensíveis à quimioterapia do que outras células estaminais presentes noutros tipos de cancro.
 
Na sua maioria, os tumores apresentam diferentes populações de células, sendo uma pequena fração constituída por células estaminais. Estas células têm a capacidade de formarem novos tumores a partir de uma única célula e na maioria dos cancros são extremamente resistentes à quimioterapia, à qual sobrevivem e causam recidivas. 
 
Todavia, “quando as células estaminais do cancro do testículo são expostas à quimioterapia, essas células são, com efeito, mais sensíveis do que outras células tumorais”, disse Robert Weiss, autor sénior deste estudo.
 
O facto de as células estaminais do cancro do testículo serem tão sensíveis ao tratamento, explica a razão pela qual a quimioterapia é tão eficaz neste tipo de tumores.
 
A determinação da razão pela qual o cancro testicular é tão suscetível à quimioterapia pode conduzir a novos desenvolvimentos no tratamento de outros tipos de cancro mais resistentes.
 
Ao contrário da tendência dos outros cancros, o cancro do testículo normalmente surge entre os 18 e os 40 anos de idade, com menor incidência nos homens mais velhos.
 
Para o estudo, a equipa usou um modelo animal (ratinhos) que simulava as propriedades do cancro do testículo em humanos com exatidão. Foi apurado que as células germinativas são mais suscetíveis a tornarem-se malignas durante período restrito de desenvolvimento embrionário. Mais, à medida que envelhecem, tornam-se resistentes à transformação.
 
Foi observado que os fatores de risco genéticos podem tornar as células germinativas embrionárias malignas. No entanto, quando as células germinativas adultas são expostas às mesmas condições, morrem em vez de formarem um tumor. Segundo o autor sénior do estudo este achado levanta questões sobre o que torna as células germinativas embrionárias vulneráveis a se tornarem malignas e como é que as células germinativas adultas reagem aos mesmos desafios.

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Referência
Estudo publicado na revista “Cell Reports”

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