O bebé aos 12 meses ainda não dorme a noite inteira? Não há problemaNotícias de Saúde

Segunda, 19 de Novembro de 2018 | 4 Visualizações

Fonte de imagem: What's Up, Do

Um novo estudo apurou que uma grande percentagem de bebés saudáveis não dorme ainda uma noite inteira aos seis meses de idade, e mesmo com um ano de idade.
 
Muitas vezes, os pediatras dizem aos pais que o bebé, cerca dos seis meses de idade, deveria começar a dormir a noite seguida, apontando a importância da consolidação do sono.
 
A equipa de investigadores da Universidade McGill, Canadá, que conduziu o estudo descobriu que além de muitos bebés não dormirem ainda seis a oito horas seguidas aos seis meses e mesmo um ano de idade, não encontraram qualquer indício de problemas de desenvolvimento mental e psicomotor naquela população. 
 
Para a sua investigação, a equipa analisou informação de um estudo de coorte longitudinal, para o qual tinham sido recrutados participantes de vários locais no Canadá.
 
A equipa considerou que dormir uma noite seguida correspondia a seis ou oito horas de sono sem despertar. Foram disponibilizadas medições do período de sono de 388 bebés com seis meses de idade e de 369 com um ano de idade.
 
Foi apurado que aos seis meses de idade 38% dos bebés que apresentavam um desenvolvimento normal, não dormiam ainda seis horas consecutivas por noite, e que 57% não dormiam ainda oito horas seguidas.
 
Aos 12 meses de idade, verificou-se que 28% dos bebés não dormiam ainda seis horas seguidas e que 43% não dormiam ainda oito horas ininterruptas. 
 
Os investigadores não encontraram, também, uma correlação entre o despertar noturno dos bebés e o estado de humor das mães no pós-parto. Contudo, a equipa descobriu que os bebés que não dormiam seis ou oito horas consecutivas apresentavam níveis de amamentação significativamente superiores, o que é benéfico tanto para o bebé, como para a mãe.
 
Perante os resultados, Marie-Hélène Pennestri, investigadora que liderou o estudo, considera que os pais poderão ficar mais descansados relativamente ao sono interrompido nos bebés. 

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Referência
Estudo publicado na revista “Pediatrics”

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