Novo tratamento para pancreatite utiliza células estaminaisNotícias de Saúde

Sexta, 02 de Setembro de 2016 | 81 Visualizações

Fonte de imagem: huffingtonpost

Estudo revela a eficácia de novo tratamento para pancreatite aguda que recorre ao uso de células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical.

A pancreatite aguda é uma inflamação da glândula pancreática, uma condição grave que resulta muitas vezes na morte (necrose) de parte do pâncreas ou mesmo de todo o órgão

Numa pessoa saudável, o pâncreas é responsável pela produção de enzimas digestivas essenciais para a regulação dos níveis de açúcar no sangue, que são ativadas no trato digestivo. Em situação de pancreatite, as enzimas pancreáticas ativam-se ainda dentro do próprio órgão com consequente início de digestão do mesmo, podendo chegar ao estado de necrose.

Como a Bebé Vida, banco de tecidos e células 100% português, destaca em comunicado enviado às redações, para combater esta patologia, um grupo de cientistas do Instituto de Terapia de Terapia Celular na Ucrânia desenvolveu um novo método de tratamento utilizando células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical.

O ensaio clínico que deu origem ao tratamento decorreu entre 2008 e 2011 e contou com a participação de 179 pacientes, com idades compreendidas entre os 20 e os 80 anos, que apresentavam o quadro de necrose pancreática asséptica e abcesso pancreático. Deste grupo inicial, 73 pessoas foram tratadas com Pancrostem, o produto testado que utiliza células do sangue do cordão umbilical, como parte de um tratamento cirúrgico.

Os resultados do estudo revelaram que as intervenções com células estaminais provocaram melhorias significativas no tratamento e na taxa de sobrevivência dos pacientes. O uso da terapia celular também diminuiu significativamente a frequência de complicações pós-operatórias, melhorou a qualidade de vida dos pacientes e acelerou a recuperação desta condição difícil e muitas vezes fatal.

Na Ucrânia, desde 2012, já é possível tratar a necrose pancreática utilizando Pancrostem. Este produto está ainda a ser testado no tratamento de outras patologias como a cardiomiopatia, hepatite, cirrose hepática e diabetes tipo 2.

A pancreatite aguda é classificada como o terceiro distúrbio mais prevalente da cavidade abdominal provocada, maioritariamente, pelo abuso de álcool e por cálculos biliares, e requer a intervenção cirúrgica urgente.

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Referência
Vânia Marinho

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