Novo tratamento para alcoolismo, dor crónica e transtornos de humorNotícias de Saúde

Quarta, 16 de Janeiro de 2019 | 31 Visualizações

Fonte de imagem: Saga

Um novo estudo levou à descoberta de dois peptídeos que poderão ajudar no desenvolvimento de novos medicamentos para problemas relacionados com o abuso de bebidas alcoólicas, dor crónica e transtornos do humor. 
 
Os dois peptídeos são produtos metabólicos naturais da proteína conhecida como RuBisCO (abreviatura de ribulose-1,5-bisfosfato carboxilase oxigenase, segundo a enciclopédia knoow.net), que se encontra em muitas plantas como, por exemplo, o espinafre.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Richard van Ridj da Universidade de Purdue, West Lafayette, EUA, o estudo poderá permitir desenvolver medicação eficaz, mas sem efeitos secundários indesejados. 
 
“Estas doenças não estão a ser geridas adequadamente”, considerou Richard van Ridj. “Somos parte de uma nova área extraordinária de descobertas de fármacos, que pretende desenvolver moléculas que ativam apenas as vias de sinalização celular associadas ao seu efeito terapêutico”, explicou o investigador.
 
Richard van Ridj explicou que a sua equipa descobriu que aqueles dois peptídeos ativam as vias benéficas conhecidas sem ativarem as “vias dos efeitos secundários” do recetor.  
 
Há uma razão para os investigadores estarem otimistas; o peptídeo rubiscolina está atualmente a ser analisado em estudos pré-clínicos devido à sua capacidade de regular o consumo alimentar e encontra-se já disponível em produtos antienvelhecimento. 
 
Segundo estudos pré-clínicos, os peptídeos são biodisponíveis por via oral e conseguem penetrar na barreira hematoencefálica. Ambos os fatores são necessários num fármaco para o tratamento de doenças do sistema nervoso central.
 
Os investigadores estão agora a procurar melhorar estes peptídeos no sentido de os tornarem mais eficazes, através de estratégias sintéticas e computacionais. 

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “European Neuropsychopharmacology”

Info-Saúde Relacionados