Novo tratamento eficaz na asma severaNotícias de Saúde

Domingo, 27 de Maio de 2018 | 166 Visualizações

Fonte de imagem: Z Living

Uma equipa de investigadores desenvolveu um novo tratamento para a asma severa.

Num ensaio conduzido em mais de 200 pacientes com asma severa, o novo tratamento que foi desenvolvido por investigadores de Universidade McMaster e pelo St. Joseph’s Healthcare Hamilton, no Canadá, demonstrou ter melhorado os sintomas da asma e a função pulmonar e reduziu a necessidade de corticosteroides em até 70%.

O uso de corticosteroides, como a prednisona, em doses elevadas e por períodos prolongados pode causar efeitos adversos graves como toxicidade em múltiplos órgãos e imunossupressão.

Os investigadores deste estudo descobriram que um anticorpo conhecido como dupilumab é eficaz no tratamento da asma severa em vez de doses elevadas de prednisona.

Os mais de 200 participantes no ensaio clínico estavam a usar prednisona nos seis meses anteriores ao estudo. Além do regime de corticosteroides, os participantes passaram a receber também dupilumab ou um placebo durante 24 semanas. A dose de corticosteroide foi gradualmente reduzida entre as semanas quatro e 20, tendo sido mantida reduzida nas últimas quatro semanas do ensaio.

“A capacidade do dupilumab em aumentar a função pulmonar como marcadamente fez neste estudo, mesmo com a retirada [do corticosteroide], indica que parece inibir os causadores chave da inflamação nos pulmões”, observaram os investigadores.

Segundo explicaram, o dupilumab trata a asma através do bloqueio de duas proteínas específicas (a interleucina-4 e a interleucina-13) que estão associadas à inflamação nas vias respiratórias. 

O dupilumab revelou-se eficaz, independentemente dos níveis de eosinófilos dos pacientes, os quais estão diretamente relacionados com um maior risco de asma severa. Apesar do decréscimo na dose de prednisona, os pacientes do ensaio tiveram uma diminuição nas crises de asma e uma melhoria significativa na função pulmonar. 

Partilhar esta notícia
Referência
Revista “New England Journal of Medicine”

Notícias Relacionadas

Info-Saúde Relacionados