Novo tratamento eficaz contra cancros agressivos e avançadosNotícias de Saúde

Sexta, 15 de Fevereiro de 2019 | 42 Visualizações

Fonte de imagem: The Conversation

Uma equipa de investigadores desenvolveu um novo fármaco para tratamento do cancro que se revelou eficaz na doença em estado avançado e em formas agressivas.
 
Conhecido como “tisotumab vedotin”, o novo fármaco é muito inovador pois atua à semelhança de um Cavalo de Troia, ou seja, entra na célula tumoral e destrói-a a partir do seu interior.
 
Inicialmente, a equipa do Instituto de Investigação do Cancro e do The Royal Marsden NHS Foundation Trust, ambos no Reino Unido, testou o fármaco em 27 pacientes com cancros avançados, que tinham deixado de responder aos tratamentos. Isto serviu para avaliar a segurança do tisotumab vedotin e determinar a dose ideal do fármaco. 
 
Seguidamente, foram recrutados mais 120 pacientes para testarem o fármaco. Os participantes tinham cancro avançado com metástases ou recidiva, incluindo cancro do endométrio, do ovário, do colo do útero, da próstata, da bexiga e do esófago.  
 
Uma minoria significativa de pacientes respondeu ao tratamento, tendo os tumores diminuído ou travado o crescimento. 
 
Com efeito, verificaram-se respostas em 27% dos cancros da bexiga, 26,5% dos cancros do colo do útero, 14% dos cancros do ovário, 13% dos cancros do esófago, 13% dos cancros do pulmão de não-pequenas células e 7% dos cancros do endométrio. Não houve resposta nos cancros da próstata. 
 
As respostas duraram uma media de 5,7 meses e até 9,5 meses em alguns pacientes. Os efeitos adversos relatados foram hemorragia nasal, fadiga, náuseas e problemas oculares.
 
Johann de Bono, investigador neste estudo, revelou-se muito satisfeito com os resultados: “o que é tão impressionante neste tratamento é que o seu mecanismo de ação é completamente inovador – atua como um Cavalo de Troia para se enfiar dentro das células cancerígenas e matá-las a partir do seu interior”.
 
O especialista esclareceu ainda que “já começámos com ensaios adicionais deste novo fármaco em diferentes tipos de tumor e como tratamento de segunda linha para o cancro do colo do útero, em que as respostas foram particularmente elevadas. Estamos também a desenvolver um teste para identificar os pacientes mais propensos a responder”. 

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Referência
Estudo publicado na revista “The Lancet Oncology”

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