Novo teste não-invasivo para despistar trissomias?Notícias de Saúde

Terça, 05 de Maio de 2015 | 39 Visualizações

O aumento da idade média das gestações, nas últimas décadas, levou a um incremento do número de exames realizados para despistes de anomalias genéticas, com destaque para as trissomias. Isto porque é sabido que quanto mais velha for a mulher, maior risco existe para o bebé. Destes exames, realizado depois da primeira ecografia revelar uma translucência suspeita na nuca do feto, o mais conhecido é a amniocentese, seguida pela biópsia das vilosidades coriónicas, ambos invasivos e, por isso mesmo, com maiores hipóteses de comprometer o resto da gravidez.

Há alguns anos, a estas opções juntou-se um teste sanguíneo. E agora, investigadores britânicos dizem ter desenvolvido um teste que usa uma simples amostra da urina da mãe para despistar trissomias. E garantem que os resultados são fiáveis até 90 por cento, ou seja, de nível semelhante aos usados atualmente.

De acordo com os especialistas da MAP Diagnostics, a empresa que patrocinou a investigação, o novo teste é tão simples que poderá vir a ser realizado pela própria mulher, no conforto e intimidade da sua casa. O líder da equipa de cientistas, Stephen Butler, disse ao jornal “Clinical Proteomics” – dedicado à ciência das proteínas – que os resultados da análise são válidos a partir da oitava semana de gravidez.

Na base desta técnica estão os vestígios de proteínas e biomarcadores ligados a uma situação de trissomia que podem ser encontrados na urina da mãe e cuja quantidade, até agora, mostrava-se insuficiente para a obtenção de resultados fiáveis. Mas com o uso de um espetrómetro de massa, até a mais pequena quantidade de material é analisada, com o auxílio de algoritmos matemáticos.

Se for adotado em larga escala, o teste à urina para despiste de trissomias apresenta duas grandes vantagens, ainda segundo Stephen Butler: “não só dá informações numa fase precoce da gravidez, possibilitando uma tomada de decisão também precoce, como o baixo custo pode vir a transformá-lo numa ferramenta muito útil” em zonas do globo onde as dificuldades sociais e económicas deixam muitas mulheres sem acesso aos testes habituais.

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