Novo método pode devolver audiçãoNotícias de Saúde

Terça, 21 de Outubro de 2014 | 80 Visualizações

Fonte de imagem: © Universidade do Michigan

Imagem microscópica do tecido interior de um ouvido durante um processo de sinapse fita (vermelho) e a formação de conexões entre as células ciliadas (azul) e as células nervosas (verde).

Investigadores conseguiram devolver a audição a ratos de laboratório parcialmente surdos através da produção a produção da proteína NT3, essencial para a audição, revela um estudo publicado na passada segunda-feira no site científico eLife.
 
A equipa de cientistas da Universidade do Michigan (UM), EUA, mostrou a importância da proteína NT3 na manuntenção da comunicação entre os ouvidos e o cérebro.

Esta descoberta pode abrir caminho para testes em seres humanos e, assim, melhorar o tratamento da perda de audição pela exposição ao ruído e envelhecimento natural da audição.
 
No trabalho publicado no site científico eLife, os investigadores mostram os resultados do aumento de produção do NT3 no ouvido interno e o papel fundamental das células, tradicionalmente vistas como secundárias, na conexão ouvido-cérebro.
 
As células secundárias formam uma base física no sistema auditivo ao interagiram diretamente com os nervos que levam sinais de som até ao cérebro. 
 
A NT3 é crucial para a formação e manutenção de conexões entre as células ciliadas, que protegem um corpo celular maior dentro do ouvido, e as células nervosas, numa ligação chamada sinapse fita. Esta ligação permite a comunicação rápida de sinais que 'viajam' entre estes dois tipos de célula.
 
"Começámos este trabalho há 15 anos para responder a perguntas muito básicas sobre o ouvido interno e agora temos sido capazes de restaurar a audição depois do ensurdecimento parcial causado pelo ruído, um problema comum nas pessoas", afirmou Gabriel Corfas, líder do projeto, em comunicado da UM.
 
Através de uma técnica genética especial, a equipa conseguiu que alguns dos ratos de laboratório produzissem a proteína NT3 necessária em células de áreas específicas do ouvido interno, tendo recuperado a audição praticamente completa em apenas duas semanas.
 
O próximo passo passará por explorar o papel da NT3 em ouvidos humanos e desenvolver medicamentos que possam aumentar a ação e a produção desta proteína.

Clique AQUI para ler o comunicado completo.

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Referência
Universidade do Michigan (UM

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