Novo método de prognosticar risco de cancro da mama em ensaioNotícias de Saúde

Quinta, 17 de Janeiro de 2019 | 19 Visualizações

Fonte de imagem: Systemic Dentist

Uma equipa de investigadores desenvolveu o método mais completo, até à data, de prognosticar o risco de uma mulher vir a desenvolver cancro da mama.
 
Num estudo da organização de investigação do cancro Cancer Research UK, Reino Unido, os investigadores combinaram informação referente ao historial familiar e genético com outros fatores como a idade da menopausa, peso, uso de terapia de substituição hormonal e consumo de bebidas alcoólicas.
 
O novo método inclui ainda mais de 300 indicadores genéticos de cancro da mama, o que torna o cálculo do risco da doença substancialmente mais preciso.
 
Embora aqueles fatores tenham individualmente um impacto limitado sobre a possibilidade de se desenvolver a doença, os investigadores descobriram que no seu todo, juntamente com o historial familiar e fatores genéticos, permitem identificar grupos de mulheres com riscos diferentes de desenvolverem cancro da mama.
 
Com toda aquela informação, a equipa criou uma calculadora disponível online que está atualmente a ser testada em consultórios por médicos de clínica geral, enfermeiros e especialistas em genética. 
 
A ferramenta contempla uma data de perguntas sobre as pacientes, como o historial clínico e familiar, alterações genéticas associadas a cancro conhecidas, peso e consumo de bebidas alcoólicas, às quais os médicos devem responder.
 
Esta informação poderá no futuro ajudar a estabelecer o rastreio do cancro da mama dependendo do risco de cada paciente, como por exemplo a idade para iniciar-se o rastreio do cancro da mama. 
 
A calculadora permitirá ainda ajudar na tomada de decisão relativamente a tratamentos de prevenção do cancro da mama, como oferecer o fármaco tamoxifeno às mulheres com alto risco ou encorajá-las a manterem um peso saudável.  
 
Embora seja bastante promissora, esta nova ferramenta não é uma garantia de desenvolver ou não cancro da mama, dizem os investigadores. Richard Roope, da Cancer Research UK argumentou que o facto de uma mulher apresentar um maior risco de cancro da mama não quer dizer que vai desenvolver a doença, ou que o baixo risco garanta que a paciente não vai ter a doença.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “Genetics in Medicine”

Notícias Relacionadas

Info-Saúde Relacionados