Novo fármaco poderá tratar doenças motoras e ParkinsonNotícias de Saúde

Segunda, 04 de Março de 2019 | 185 Visualizações

Fonte de imagem: Revide

Uma equipa de investigadores conseguiu aliviar doenças motoras em ratinhos, semelhantes aos problemas exibidos pelos pacientes com doença de Parkinson.
 
Num estudo conduzido pela equipa do Centro Alemão para as Doenças Degenerativas e do Centro Médico Universitário de Goettingen, Alemanha, a equipa tratou os ratinhos com uma substância que atua sobre os neurónios e sobre microgliócitos, as células imunitárias no cérebro.
 
Caso esta nova abordagem se revele bem-sucedida em ensaios posteriores, poderá passar para a fase dos ensaios clínicos.
 
A doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa. Os doentes com esta patologia desenvolvem uma inflamação crónica que faz com que microgliócitos libertem metabolitos que danificam os neurónios, causando a morte dos mesmos.
 
A morte neuronal pode causar sérios problemas no doente, como demência, complicações no sistema digestivo e incapacidade motora que causa os típicos tremores e rigidez nas pernas e braços.
 
Não existe atualmente um tratamento para a perda das células cerebrais e, portanto, que trave a progressão da doença de Parkinson. 
 
Anja Schneider, investigadora que liderou o estudo, explicou que a equipa optou por testar um fármaco em fase experimental, conhecido como Emapunil, que exerce um efeito anti-inflamatório.
 
“Este composto consegue penetrar nos microgliócitos e ligar um interruptor molecular que atenua a reação inflamatória. O fármaco já foi testado em humanos como possível cura para os distúrbios da ansiedade”, indicou a investigadora.
 
O fármaco Emapunil conseguiu aliviar os sintomas de ratinhos com problemas de mobilidade causados por morte neuronal na denominada substância negra (área cerebral também afetada nos doentes com Parkinson).
 
“Os animais que receberam o fármaco ficaram com um melhor controlo da sua locomoção, comparando com animais não tratados do grupo de controlo”, revelou Tiago Outeiro, coautor do estudo.
 
O investigador acrescentou que a equipa descobriu que o composto atua diretamente sobre os neurónios, reduzindo “a chamada resposta às proteínas mal enoveladas que afeta diretamente os neurónios”, a qual pode causar a morte celular.

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Referência
Estudo publicado na revista “Journal of Neuroscience”

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