Novo avanço na luta contra o cancro do fígadoNotícias de Saúde

Terça, 27 de Março de 2018 | 108 Visualizações

Fonte de imagem: Medical Xpress

Um novo estudo descobriu uma nova proteína que combate o carcinoma hepatocelular, também conhecido como cancro do fígado. 
 
O achado que foi da autoria de uma equipa de investigadores liderados por Michael N. Hall da Universidade da Basileia, Suíça, poderá ajudar na deteção mais precoce e num tratamento mais eficaz daquele carcinoma.
 
O carcinoma hepatocelular é frequentemente diagnosticado num estado bastante avançado em que o fígado já se encontra gravemente danificado. Consequentemente, o prognóstico costuma ser mau.
 
No sentido de identificarem uma forma de detetarem a doença quando esta se encontra num estado mais inicial e melhorarem o prognóstico para o paciente, a equipa de investigadores propôs-se encontrar proteínas anticancerígenas, ou seja, supressores tumorais.
 
Para o efeito, a equipa analisou 4.000 proteínas distintas em tecido tumoral em ratinhos com carcinoma hepatocelular, e comparou-as com as de tecido saudável.
 
Como resultado, uma proteína conhecida como LHPP revelou estar presente no tecido saudável, mas totalmente ausente no tecido tumoral.
 
Com efeito, sem a proteína LHPP, verificava-se crescimento tumoral nos ratinhos e uma redução nos índices de sobrevivência dos roedores. Por outro lado, ao reintroduzirem a informação genética para a LHPP, foi suprimido o crescimento tumoral e mantida a função hepática. 
 
Seguidamente, a equipa mediu os índices de LHPP em pacientes com cancro do fígado. “Semelhantemente ao modelo em ratinhos, observámos também uma marcada redução nos níveis de LHPP nos tumores de pacientes com cancro do fígado”, explicou Sravanth Hindupur, primeiro autor do estudo.
 
A equipa descobriu ainda que a esperança de vida e a severidade da doença estavam correlacionadas com os níveis de LHPP. Nos pacientes que não expressavam LHPP, a esperança de vida eram dois anos mais curta. Conclui-se que a LHPP poderá desempenhar um papel importante para avaliar a severidade de cada caso de cancro do fígado.

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Referência
Estudo publicado na revista “Nature”

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