Nove razões para não abusar do exercício físicoNotícias de Saúde

Terça, 06 de Outubro de 2015 | 137 Visualizações

Fonte de imagem: vivabem.band

Por mais que treinar seja uma prática saudável, lembre-se: tudo o que é demais faz mal.

Praticar exercício físico é uma fonte de motivação e de benefícios para a saúde mas se costuma levar os seus treinos ao limite semana após semana, esses benefícios a curto prazo podem tornar-se em prejuízos a longo prazo.

A classificação de hábito compulsivo e viciante não se aplica só aos hábitos alimentares ou ao consumo de álcool, também o desporto se pode incluir aqui, destaca a especialista em fitness Gillian Mandinch ao Huffington Post. Eis nove motivos para não abusar dos treinos:

Exercício à noite? Repense a sua rotina. Praticar exercício à noite não irá compensar as horas que passou sentado durante o dia, destaca Gillian Mandich. “Sim o exercício é importante, mas também o é o resto do dia em que não está a praticar exercício”, sublinha a especialista. O excesso de exercício leva muitas vezes à falsa sensação de que já trabalhou muito e por isso já não precisa de se mexer no resto do dia.

Pode lesionar-se. Esforçar-se e dar o seu melhor no treino pode ajudar a ganhar força e a melhorar a sua forma física mas, como explica Mandich, o exercício excessivo pode levá-lo a fazer alguma lesão devido à sobrecarga dos músculos, tendões, articulações e ossos.

O excesso de exercício leva, muitas vezes, ao excesso de comida. Lá porque queimou centenas de calorias durante os seus treinos intensos, que realizou várias vezes por semanas, não significa que pode comer uma pizza inteira, sem problemas. “O exercício em excesso pode criar a falsa sensação de que uma pessoa tem carta-branca no que toca à nutrição”, atesta Mandich.

Desidratação nociva. A especialista acrescenta que o exercício extenuante pode provocar sintomas de desidratação, especialmente se o esforço é excessivo e não se estão a ingerir as bebidas adequadas.  

A força de vontade pode ser sua inimiga a curto prazo. “O entusiasmo inicial de alcançar um determinado objetivo às vezes pode levá-lo a tentar consegui-lo demasiado rápido, ou seja, a receita perfeita para lesões, fadiga extrema e fracasso no treino”. Planeie os seus treinos e objetivos a longo prazo e vá gerindo a sua motivação.

É preciso tempo para criar hábitos. Mandich explica que o exercício compulsivo é típico de um comportamento centrado no curto prazo que não fomenta o hábito do exercício saudável. É importante fazer do exercício um hábito que se inclui no estilo de vida e não apenas uma ‘moda’.

O exercício é a maratona de uma vida. O fitness requer tempo, é um processo e não algo imediato, destaca a especialista. E, claro, depende muito de pessoa para pessoa e dos objetivos de cada treino.

Não há atalhos. “A saúde e o bem-estar são importantes e requerem tempo. Apesar das restrições de tempo, dos horários frenéticos e dos prazos urgentes, que podem ditar o tempo que tem para se dedicar ao desporto, a solução nunca é esforçar-se o dobro num treino para compensar a falta de outra oportunidade”, sublinha Mandich.

Afeta a saúde mental. Um estudo sugere que a prática de exercício físico contribui para a melhoria das funções cognitivas e da autoestima e que reduz os sintomas de ansiedade, depressão e melhora o humor. Mas, estes benefícios só foram verificados em treinos de quatro horas semanais. E, acima dessas horas semanais, a tendência começava a reverter-se. 

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