Novas ‘guidelines’ para o tratamento da saúde mental na adolescênciaNotícias de Saúde

Terça, 06 de Março de 2018 | 44 Visualizações

Fonte de imagem: University of Worcester

A Academia Americana de Pediatria (AAP) vai lançar a primeira atualização, em 10 anos, das ‘guidelines’ que dizem respeito à saúde mental dos jovens. O objetivo principal é a deteção precoce do problema e, consequente sucesso na intervenção.

 

Um painel de especialistas – incluindo a AAP, a Sociedade Canadiana de Pediatria e outras associações psiquiátricas do Canadá e dos EUA – guiou-se pela evidência científica mais recente e trabalhou em conjunto no desenvolvimento das novas ‘Guidelines for Adolescent Depression in Primary Care”.

A mudanças na saúde mental dos adolescentes devem estar essencialmente ao encargo dos pediatras e dos especialistas em cuidados primários. Mas, de acordo com a Academia, “nos cuidados primários, dois em cada três jovens com depressão não são identificados pelos profissionais dos cuidados primários”, falhando depois no que toca a receber acompanhamento.

A atualização será publicada este mês no jornal ‘Pediatrics’ dividida em duas partes. A primeira será dedicada à preparação, identificação, avaliação e gestão inicial e a parte dois incidirá no tratamento e acompanhamento.  Apesar de estar elaborada com vista a ajudar os profissionais, também fornece recomendações sobre como pacientes e familiares se podem envolver no processo.

As novas ‘guidelines’ dirigem-se para uma faixa etária dos 10 aos 21 anos. Os autores ultrapassam a idade da adolescência justificando que quiseram incluir aqueles que possam ser mentalmente adolescentes. As recomendações vão ajudar a distinguir as formas suave, moderada e severa da doença depressiva.

Algumas das recomendações do novo documento consistem em fornecer um tratamento em equipa, incluído o paciente, a família e os especialistas, facultar ferramentas para educar para a depressão, construir planos de tratamento que abranjam a vida familiar, a escola e a interação com os pares, e criar um ambiente seguro de modo a dar ao jovem uma forma de comunicar em caso de emergência.

Envolver a família no tratamento é um ponto fundamental, mas as ‘guidelines’ defendem que também é necessário que o pediatra passe algum tempo sozinho com o paciente. A atualização descreve, também, situações em que o médico deve estar mais alerta – adolescentes que têm um historial familiar de depressão, adversidades no curso da sua vida ou uso/consumo de substâncias. Assim como, quando é que estes devem consultar um profissional de saúde mental.

“Quanto mais cedo conseguirmos identificar os adolescentes com sinais de depressão, melhores resultados conseguiremos obter”, afirma Rachel Zuckerbrot, co-autora das novas ‘guidelines’.

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