Nova vacina contra o cancro testada em melanoma com 100% de curaNotícias de Saúde

Quinta, 13 de Setembro de 2018 | 143 Visualizações

Fonte de imagem: Medical News Today

Uma equipa de investigadores desenvolveu uma vacina experimental que fortalece a capacidade de o sistema imunitário lutar contra o cancro, em conjunto com outras terapias contra tumores agressivos.
 
A vacina que integra uma molécula conhecida como Diprovocim, tem a capacidade de colocar células que lutam contra o cancro nos locais dos tumores.
 
Desenvolvida por uma equipa de investigadores coliderada por Dale Boger e Bruce Beutler, Nobel da Medicina em 2011, do Instituto de Investigação Scripps, EUA, a vacina foi ensaiada em ratinhos com melanoma, em conjunto com imunoterapia, uma combinação que produziu 100% de cura.
 
“Esta terapia conjunta produziu uma resposta completa – uma resposta curativa – no tratamento de melanoma”, confirmou Dale Boger. Este ensaio sugere que estas vacinas poderão fazer aumentar as possibilidades de recuperação nos casos em que o tratamento com fármacos por si só não funciona. 
 
Adicionalmente, a vacina demonstrou também preparar o sistema imunitário para exterminar células tumorais, caso reapareçam, o que poderá prevenir perigosas recidivas. “Assim como uma vacina pode treinar o corpo para lutar contra patogénios externos, esta vacina treina o sistema imunitário a lutar contra o tumor”, explicou o investigador. 
 
Segundo os coautores, a molécula Diprovocim que é adicionada à vacina trabalha como “adjuvante” para desencadear as respostas imunitárias do organismo. Esta molécula é facilmente modificada e sintetizada em laboratório, o que torna o seu uso na medicina mais acessível.
 
A vacina foi ensaiada em ratinhos com uma forma muito agressiva de melanoma, após terem sido tratados com imunoterapia anti PD-L1. Como resultado, foi observado um índice de sobrevivência de 100% após 54 dias.
 
Os controlos, que consistiam em dois grupos de ratinhos que receberam a imunoterapia mais a vacina contra o cancro apenas e o outro grupo recebeu a imunoterapia mais um adjuvante alternativo que não o Diprovocim, apresentaram 0% e 25% índices de sobrevida, respetivamente, durante o mesmo período. 

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Referência
Estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”

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