Nova terapia pode reverter sintomas da diabetes tipo 1 nos cães e humanosNotícias de Saúde

Quarta, 05 de Setembro de 2018 | 94 Visualizações

Fonte de imagem: Greater Diversity News

Um grupo de cientistas sugere que uma nova terapia poderá ser eficaz a tratar a diabetes tipo 1 tanto nos cães como nos humanos.

 

Em comunicado, os investigadores compararam a sua descoberta ao “Cavalo de Troia”. Neste caso, trata-se de colagénio, uma proteína que o corpo produz para a construção de músculos, ossos, pele e vasos sanguíneos.

Os investigadores da Universidade Purdue e da Escola de Medicina da Universidade do Indiana, nos EUA, desenvolveram uma fórmula que mistura colagénio com as células do pâncreas, resultando naquela que “é a primeira terapia minimamente invasiva a reverter com sucesso o diabetes tipo 1 em 24 horas e a manter a independência de insulina por pelo menos 90 dias”, avançam no referido comunicado.

O tratamento foi testado em ratos, sendo que o próximo passo será testar em cães com diabetes tipo 1, em colaboração com a Faculdade de Medicina Veterinária de Purdue.

“Planeamos explicar as diferenças entre ratos e humanos, ajudando os cães em primeiro lugar. Desta forma, os cães podem fornecer informação sobre como o tratamento pode funcionar nos humanos”, afirmou Clarissa Hernandez Stephens, investigadora e uma das autoras do estudo, da Escola Weldon de Engenharia Biomédica da Purdue. Os resultados serão publicados na American Journal of Physiology – Endocrinology and Metabolism.

Considerando que a diabetes nos cães se desenvolve de forma semelhante nos humanos, o tratamento até agora tem sido praticamente o mesmo: ambos precisam de medir a glucose e de administrar insulina após as refeições, o que também significa que podem beneficiar da mesma cura: um novo conjunto de células do pâncreas para substituir os aglomerados de células, chamadas ilhotas, que não estão a libertar a insulina para regular os níveis de glucose no sangue.

Os investigadores da Purdue alteraram a forma como as ilhotas eram embaladas – primeiro, dentro de uma solução com colagénio, e depois, com uma injeção através da pele, em vez de ser até o fígado, poupando os pacientes a um procedimento desagradável.

A equipa excluiu a necessidade de transplante do fígado, misturando completamente as ilhotas de ratos com a solução de colagénio. Após a injeção logo abaixo da pele, a solução solidifica, o corpo reconhece o colagénio e fornece fluxo sanguíneo para troca de insulina e glicose.

Os investigadores testaram os efeitos da solução de colegénio entre ratos gémeos e não gémeos para identificar discrepâncias. Os estudos mostraram que se o doador do rato fosse gémeo do recetor, o rato diabético poderia passar pelo menos 90 dias sem precisar de outra injeção. Se não forem gémeos, o rato teria níveis normais de açúcar no sangue por pelo menos 40 dias. Quase todas as ilhotas transplantadas sobreviveram a qualquer cenário, eliminando a necessidade de múltiplos doadores para compensar os mortos pelo sistema imunológico.

À medida que passam a testar a fórmula em cães naturalmente diabéticos, os investigadores vão explorar a possibilidade de transplantar ilhotas de suínos ou células estaminais programadas para produzir insulina, na esperança de que qualquer um dos métodos aumente a disponibilidade dos doadores.

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