Nova tecnologia impede formação da placa bacterianaNotícias de Saúde

Quinta, 13 de Dezembro de 2018 | 15 Visualizações

Fonte de imagem: nehldental

Uma nova tecnologia que impede a placa bacteriana, e outras patologias dentárias, foi criada por investigadores da Universidade de Coimbra (UC).
 
Uma equipa multidisciplinar das faculdades de Ciências e Tecnologia (FCTUC) e de Medicina (FMUC) da UC “desenvolveu a tecnologia baseada numa molécula orgânica natural, que impede a formação de placa bacteriana”, que é “a principal responsável pelo surgimento de cárie e de outras patologias dentárias”, afirma a FCTUC numa nota enviada à agência Lusa.
 
O novo método, denominado “biolocker”, deverá chegar ao mercado “dentro de dois anos” e isso “representará uma mudança de paradigma na higiene oral, prevenindo a formação precoce da placa bacteriana, sem efeitos antimicrobianos, ao contrário das soluções de cuidados orais clássicas”, sublinha a FCTUC.
 
Os tradicionais antisséticos são de largo espectro e, por isso, recorrem a “uma estratégia de ‘terra queimada’, eliminando as boas e as más bactérias, o que pode danificar a flora oral residente, que é extremamente benéfica para a saúde geral do organismo”.
 
A grande inovação desta tecnologia “anti-placa” está na capacidade de bloquear as principais interações bacterianas que ocorrem após a ingestão de alimentos, ou seja, impossibilita a ação das bactérias que lideram o processo de formação da placa bacteriana, as designadas colonizadoras iniciais”, afirmam os investigadores Daniel Abegão, Filipe Antunes e Sérgio Matos.
 
Pode dizer-se que a tecnologia desenvolvida pelos investigadores da UC funciona como uma espécie de revestimento antiaderente, impedindo que as bactérias se agarrem ao esmalte dentário e formem a placa bacteriana, explicita a FCTUC.
 
Este novo método “garante proteção por muito mais tempo, durante todo o dia, complementando a eficácia da escovagem, suplantando as limitações dos atuais produtos de higiene oral”, destacam ainda os especialistas das faculdades de Ciências e de Medicina de Coimbra.
 
Tendo em conta que a “cárie e as doenças gengivais são as patologias infeciosas mais prevalentes no mundo, o desenvolvimento de ferramentas preventivas é essencial”, reforça Sérgio Matos.

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