Nova ferramenta prevê risco de ataque de miocárdio em idosos submetidos a cirurgiaNotícias de Saúde

Quarta, 22 de Novembro de 2017 | 60 Visualizações

Fonte de imagem: 91.7 Coast FM

Uma equipa de investigadores desenvolveu uma nova ferramenta que prevê com exatidão os pacientes idosos submetidos a intervenções cirúrgicas não cardíacas que estão em risco de sofrer um ataque de miocárdio.
 
Num estudo conduzido por Rami Alrezk e equipa, da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Califórnia, EUA, a nova ferramenta, conhecida como "Geriatric-Sensitive Perioperative Cardiac Risk Index” (Índice de Risco Cardíaco Perioperatório Sensível à Geriatria), foi concebida tendo em conta os fatores de risco cardíacos mais típicos dos pacientes idosos, com maior precisão do que as ferramentas de avaliação de risco atuais. 
 
Nos pacientes que são submetidos a intervenções cirúrgicas em internamento e que sofrem uma paragem cardíaca após a cirurgia, a taxa de mortalidade é elevadíssima, situando-se nos 65%. Nos pacientes que sofrem um ataque de miocárdio a taxa de mortalidade é de 15 a 25%.
 
Considerando estes números, torna-se importante poder estimar o risco de complicações cardíacas na altura da tomada de decisão relativamente ao facto de o paciente se encontrar suficientemente saudável para ser submetido a uma cirurgia. 
 
No entanto, as ferramentas de avaliação de risco atuais foram concebidas para pacientes de todas as idades e não consideram os riscos que são acrescidos nos pacientes de idade mais avançada.
 
Com isto em mente, os investigadores neste estudo procuraram desenvolver uma ferramenta de avaliação de risco cardíaco que pudesse ser eficaz nos pacientes de 65 anos ou mais de idade. 
 
A nova ferramenta foi baseada na teoria que prevê que os pacientes mais velhos respondem a fatores de risco de forma diferente dos mais jovens. A equipa testou aquela teoria com as ferramentas atuais e verificou que as mesmas não têm em conta o risco cardíaco nos pacientes mais idosos. 
 
Os investigadores determinaram assim o peso de cada fator de risco cardíaco de acordo com a idade dos pacientes e selecionou os fatores mais importantes nos pacientes mais velhos. A ferramenta foi desenvolvida e testada, tendo oferecido resultados mais eficazes na avaliação do risco cardíaco naquela população.

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Referência
Estudo publicado na revista “Journal of the American Heart Association”

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