Nova combinação de imunoterapia eficaz nas células cancerígenasNotícias de Saúde

Sábado, 02 de Setembro de 2017 | 19 Visualizações

Fonte de imagem: The Resonance

Uma equipa de investigadores descobriu uma imunoterapia inovadora que combina fármacos anticancerígenos, já existentes, com resultados muito animadores.
 
A imunoterapia surgiu recentemente na luta global contra o cancro, apesar de os investigadores andarem a trabalhar há já várias décadas para encontrarem uma forma de ajudarem o organismo a detetar e a atacar as células cancerígenas.
 
Num estudo conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Doug Mahoney, da Universidade de Calgary, Canadá, foram combinados dois tratamentos, em que cada um atuava sobre uma parte diferente do sistema imunitário.
 
As células cancerígenas têm a capacidade de passarem despercebidas do sistema imunitário, no organismo. Este tipo de células consegue também controlar algumas células imunitárias, reprogramando-as de forma a impedirem que outras células imunitárias ataquem os tumores. Fica, assim, o tumor livre para se desenvolver.
 
O primeiro tratamento foi a injeção de um vírus produzido pelo homem, o qual funcionou como uma espécie de motor de arranque para o sistema imunitário. O segundo foi a injeção de um fármaco de quimioterapia, o qual faz com que o tumor reprograme as células imunitárias.
 
Como resultado, “a combinação dos fármacos permitiu às células imunitárias fazerem o que é suposto. Conseguimos curar o cancro em 20 a 60 por cento dos nossos modelos animais”, apontou Doug Mahoney.
 
“É um resultado muito promissor contra duas formas de cancro fatais: um cancro da mama agressivo e um cancro dos músculos pediátrico raro”, acrescentou o investigador.
 
Os investigadores adicionaram posteriormente uma Terceira imunoterapia suplementar e verificaram que o índice de cura do cancro chegou aos 80 a 100 por cento. 
 
“Os nossos resultados sugerem que temos encarado estes fármacos para o cancro de forma errada – como fármacos que atuam sobre o tumor – em vez de ser o que nós agora achamos ser o seu papel biológico mais importante: como um tratamento estimulador da imunidade”, explicou Doug Mahoney. 

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Referência
Estudo publicado na revista “Nature Communications”

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