Nova calculadora pode estimar risco de doença cardíaca e idade do coraçãoNotícias de Saúde

Domingo, 12 de Maio de 2019 | 14 Visualizações

Fonte de imagem: Heart - Research for the Future

Uma equipa de investigadores desenvolveu uma nova calculadora de saúde que pode ajudar a determinar o risco de doença cardíaca e a idade do coração.

A ferramenta que se encontra disponível “online” tem em conta fatores sociodemográficos, como a etnicidade, habilitações académicas e até a sensação de pertença, para além do estado de saúde e de comportamentos relacionados com o estilo de vida.

O risco de morte por doença cardíaca é modificável através de alterações no estilo de vida. A maioria das pessoas desconhece que corre risco cardiovascular até experienciar um evento cardíaco, que poderá ser fatal.

Doug Manuel, investigador sénior no Hospital de Ottawa, Canadá, e autor principal do estudo que conduziu ao desenvolvimento da ferramenta “Cardiovascular Disease Population Risk Tool” (Ferramenta para o Risco Populacional de Doença Cardiovascular), abreviado como CVDPoRT, considera que a mesma se destaca pelo facto de não só estar calibrada para a população canadiana, mas também por considerar fatores de vida saudável.

Para o desenvolvimento e validação da ferramenta CVDPoRT, os investigadores usaram uma abordagem “big data” (grande volume de dados), na recolha de dados de 104.219 pessoas residentes na cidade canadiana de Ontário e cruzaram-nos com informação relativa a hospitalizações e mortes.

Como resultado, foi obtida uma ferramenta que prognostica, de forma fidedigna, o risco de hospitalização ou morte por doença cardiovascular no espaço dos cinco anos seguintes. Se o risco for de 5%, significa que cinco em cada 100 pessoas semelhantes irão sofrer um evento cardiovascular grave nos cinco anos seguintes. A CVDPoRT calcula ainda a idade do coração.

A ferramenta considera, como foi mencionado, vários fatores sociodemográficos, ambientais, comportamentos de saúde e outros, como por exemplo: consumo de álcool, poluição atmosférica, stress, etnicidade, estatuto de imigração, habilitações académicas, atividade física, hábito de fumar e estado socioeconómico da área de residência. 

Os investigadores esperam que esta ferramenta, que pode ser adaptada a qualquer país que recolha dados de saúde populacionais, ajude a população e os profissionais de saúde a fazerem opções que reduzam o risco cardiovascular.  

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Referência
Estudo publicado na revista “Canadian Medical Association Journal”