Níveis de vitamina D associados a aptidão cardiorrespiratóriaNotícias de Saúde

Domingo, 04 de Novembro de 2018 | 29 Visualizações

Fonte de imagem: Huffingtonpost

Os níveis de vitamina D no sangue estão associados à aptidão cardiorrespiratória, são as conclusões de um novo estudo. 
 
É largamente conhecida a associação entre bons níveis de vitamina D e a manutenção de ossos saudáveis. No entanto, a vitamina tem sido cada vez mais associada à saúde de outras partes do corpo, como músculos e coração.
 
A aptidão cardiorrespiratória consiste na capacidade do coração e pulmões fornecerem oxigénio aos músculos durante a prática de exercício físico. A melhor forma de medir a aptidão cardiorrespiratória é através do consumo máximo de oxigénio durante a prática de exercício físico, conhecido como VO2 máximo.
 
As pessoas que apresentam uma maior aptidão cardiorrespiratória são normalmente mais saudáveis e vivem mais tempo.
 
Para o estudo, Amr Marawan e colegas da Universidade do Commonwealth Virginia, EUA, analisaram a relação entre níveis mais elevados de vitamina D no sangue e uma maior aptidão cardiorrespiratória, tendo contado com uma amostra retirada de uma sondagem norte-americana sobre saúde e nutrição, conhecida como “National Health and Nutrition Survey” (NHANES).
 
A amostra contava com dados sobre 1.995 pessoas com idades compreendidas entre os 20 e os 49 anos e incluía informação sobre níveis de vitamina D e de VO2 máximo. Os participantes foram divididos em quartis, consoante os seus níveis de vitamina D.
 
Os participantes no quartil mais elevado relativamente a níveis de vitamina D apresentavam uma aptidão cardiorrespiratória 4,3 vezes mais elevada do que os do quartil mais baixo. Mesmo após considerarem fatores influenciadores dos resultados, os investigadores continuaram a observar uma aptidão 2,9 mais elevada nos mesmos participantes.
 
Amr Marawan recomenda caução em relação aos resultados pois o estudo é de natureza observacional e não estipula uma causa e efeito. Contudo, aconselha as pessoas a manterem níveis elevados de vitamina D através da alimentação e exposição solar, advertindo que é necessário cuidado com os suplementos pois as doses excessivas podem conduzir a toxicidade.

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Referência
Estudo publicado na “European Journal of Preventive Cardiology”

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