Nascimento prematuro: maior risco de insuficiência cardíaca?Notícias de Saúde

Domingo, 28 de Maio de 2017 | 149 Visualizações

Fonte de imagem: Mamazone

Os bebés com nascimento prematuro correm um maior risco de sofrerem de insuficiência cardíaca durante a infância e adolescência em comparação com os que nasceram de uma gravidez de termo, indica um novo estudo.
 
O estudo efetuado por uma equipa de investigadores do Instituto Karolinska, na Suécia, vem na sequência de um interesse cada vez maior pelas consequências dos bebés nascidos de gravidezes pré-termo, nomeadamente o impacto sobre a saúde cardiovascular.
 
Para o estudo, a equipa liderada por Hanna Carr, baseou-se nos registos de 2,6 milhões de indivíduos nascidos entre 1987 e 2012. 
 
Foi apurado que os bebés nascidos antes da 28ª semana apresentavam um risco 17 vezes maior de desenvolverem insuficiência cardíaca do que os bebés de termo. Aquele risco descia para três vezes nos bebés nascidos entre a 28ª e a 31ª semanas. 
 
Os riscos mantinham-se mesmo após terem sido considerados fatores como peso à nascença, saúde cardiovascular dos pais e situação socioeconómica. Os bebés com defeitos de nascença foram excluídos do estudo.
 
“Descobrimos que o risco de insuficiência cardíaca era maior em indivíduos nascidos antes do termo e inversamente correlacionado com a duração da gravidez, sendo que quanto mais cedo se nasceu, maior é o risco”, comentou a autora principal do estudo. 
 
Tem-se assistido a cada vez mais sobreviventes de partos prematuros. Os bebés nascidos de gravidezes de pré-termo são expostos à vida fora do útero numa altura em que os seus órgãos ainda não se encontram amadurecidos, sendo que não estão ainda preparados para a transformação radical de vida intrauterina para neonato. 
 
Os resultados do estudo estão em sintonia com os de estudos anteriores que indicavam que os bebés nascidos prematuramente poderiam sofrer um desenvolvimento anormal do sistema cardiovascular. 
 
No entanto, a equipa nota que a insuficiência cardíaca é muito rara na infância e juventude, sendo muito mais comum numa idade avançada. O risco de se desenvolver a doença é, por isso, muito reduzido nestas idades, mesmo que se tenha nascido prematuramente.

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Referência
Estudo publicado na revista “Journal of the American College of Cardiology”

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