Não existe só um tipo de insónia, mas váriosNotícias de Saúde

Sexta, 11 de Janeiro de 2019 | 12 Visualizações

Fonte de imagem: Observer

Uma equipa de investigadores descobriu que não existe apenas um tipo de insónia, mas vários.
 
Num estudo conduzido pelo Instituto para a Neurociência dos Países Baixos, os investigadores descobriram que existem, efetivamente, cinco tipos de insónia, um achado inovador que representa uma nova página na perceção desta doença mental.
     
A insónia crónica é a segunda doença mental mais prevalente e incapacitante, afetando um em cada 10 indivíduos. Enquanto um determinado tratamento funciona com alguns pacientes, com outros não surte qualquer efeito, fazendo da doença um autêntico enigma.
 
Para o estudo, Tessa Blanken e colegas contaram com as respostas a questionários de 4.322 voluntários pertencentes ao Registo do Sono dos Países Baixos. Foi apurado que 2.224 (51%) dos participantes sofriam provavelmente de um distúrbio de insónia e os restantes 2.098 (49%) aparentavam não ter um distúrbio e serviram como grupo de controlo.
 
Os cinco tipos de insónia identificados não se evidenciavam nas queixas de sono, como dificuldade de adormecer ou acordar de madrugada, um facto considerado surpreendente pela equipa.
 
A equipa analisou os questionários com base em traços da personalidade que estão enraizados na estrutura e função cerebrais.
 
A insónia de tipo 1 está associada a uma personalidade com muitos traços angustiantes como neurose, tensão e sentir-se em baixo. Os tipos 2 e 3 experienciam menos angústia e distinguem-se pela sua alta/baixa sensibilidade à gratificação. 
 
Os tipos 4 e 5 apresentam traços de ainda menor angústia e distinguem-se pelos efeitos (ou não) sobre o sono de acontecimentos da vida que causam stress: no tipo 4, a pessoa experiencia insónia severa e duradoura; com o tipo 5, o sono não é afetado por aquele tipo de eventos.  
 
“Apesar de termos sempre considerado a insónia como sendo uma doença, na verdade representa cinco doenças diferentes. Os mecanismos cerebrais subjacentes podem ser muito diferentes”, comentou Tessa Blanken, acrescentando que, desde que se descobriu que existem vários tipos de demência, a nossa perceção sobre a doença aumentou substancialmente.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “The Lancet Psychiatry”