Nanopartículas com controlo remoto por laser aumentam sucesso de células transplantadasNotícias de Saúde

Segunda, 22 de Outubro de 2018 | 13 Visualizações

Fonte de imagem: Medical News Today

Investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveram uma formulação de nanopartículas que permite libertar, através de controlo remoto por luz, duas moléculas no tratamento de doenças isquémicas, divulgou a agência Lusa.
 
“A descoberta, resultante de um trabalho de cinco anos, contribui para o aumento da sobrevivência e proliferação das células endoteliais progenitoras transplantadas (que desempenham um importante papel na recuperação de doenças isquémicas como os Acidentes Vasculares Cerebrais)”, sustenta a UC.
 
Segundo a fonte, “a possibilidade de fazer a ativação das nanopartículas (que medem milionésimos de milímetros) por controlo remoto faz toda a diferença”. Acrescenta que “o controlo fotoativável na libertação de mais do que uma molécula permite potenciar e modelar a atividade celular com maior precisão - aumentando a eficácia do tratamento”.
 
“A nanoformulação apresentada pela equipa do CNC funciona como um ‘interruptor’ de circuitos biológicos envolvidos na proliferação e sobrevivência das células endoteliais progenitoras (cuja transplantação contribui para a cicatrização e vascularização dos tecidos afetados pelas doenças isquémicas)”, explica a UC.
 
No estudo agora publicado, “o princípio de funcionamento da nanoformulação foi demonstrado na cicatrização de feridas da pele em ratinhos”.
 
Contudo, lê-se no comunicado, “as possíveis aplicações clínicas desta formulação de nanopartículas podem ser estendidas a outros órgãos e ao tratamento de doenças com terapias de combinação com múltiplas moléculas”.
 
“Este é o primeiro trabalho que descreve uma nanopartícula para entrega controlada de duas moléculas através de um laser com comprimento de onda próximo do infravermelho, o que permite uma maior penetração nos tecidos sem efeitos tóxicos e possibilita o controlo remoto das nanopartículas”, descreve Miguel Lino, primeiro autor do artigo.

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Referência
Estudo da Universidade de Coimbra