Moçambique: Mais do dobro da tuberculose registadaNotícias de Saúde

Quarta, 03 de Janeiro de 2018 | 65 Visualizações

Fonte de imagem: Ayurveda and Yoga

O reforço do rastreio de tuberculose em Moçambique revelou que em 2016 houve mais do dobro dos casos detetados em 2015, disse o diretor do Programa Nacional de Controlo da Tuberculose com base nos mais recentes dados apurados.

“Só em 2016 foram registados 159 mil casos contra 61 mil do ano anterior e, deste número, mais de oito mil foram crianças”, referiu Ivan Manhiça, em entrevista à Lusa.

De acordo com aquele responsável, não há mais casos da doença no país, ou seja, a tuberculose não está a alastrar, mas existe um retrato mais fiel da realidade feito pelas autoridades. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a tuberculose continua a ser “um desafio de saúde pública para Moçambique” que ocupa o 19.º lugar entre os países mais afetados.

As províncias de Maputo e Gaza, no sul, Tete e Sofala, no centro, e Nampula, no norte de Moçambique, são as que apresentam maior incidência da doença.

A maior preocupação das autoridades moçambicanas prende-se com os casos de tuberculose resistente, consequência, muitas vezes, do incumprimento das orientações médicas. “Preocupa-nos porque este é um tipo de tuberculose que tem um tratamento mais longo e mais complicado”, explicou. Por outro lado, a maior parte das pessoas que sofrem de tuberculose estão infetadas por HIV e foi a sida que deixou o organismo vulnerável.

No entanto, segundo Ivan Manhiça, o cenário tende a mudar. “Nós conseguimos reduzir os casos em que os pacientes têm tuberculose e sida de uma proporção de 60% em 2014 para 44% em 2016”, afirmou.

Para fazer face à tuberculose, o Governo moçambicano tem priorizado ações de sensibilização e capacitação de recursos humanos em zonas em que a doença é mais frequente.

Ivan Manhiça considera que o plano mais eficaz consiste em envolver as comunidades e explicando-lhes que não devem estigmatizar quem está doente.

“É preciso reforçar a coordenação com todos os parceiros envolvidos. Não se pode apenas olhar para o paciente”, é preciso também perceber outros fatores, como a vida em comunidade, concluiu.

 

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