Misturar bebidas energéticas a alcoólicas aumenta vontade de beberNotícias de Saúde

Sábado, 23 de Julho de 2016 | 32 Visualizações

Fonte de imagem: pixabay

Os cocktails feitos com bebidas energéticas e bebidas alcoólicas são uma das escolhas dos mais jovens quando saem à noite, contudo, um novo estudo vem apontar um risco elevado para a saúde associado a esta escolha.

Controlar a quantidade de bebidas alcoólicas ingeridas numa noite na discoteca pode ser um desafio para alguns jovens, mas sabe-se agora que esse desafio pode ser ainda maior quando são ingeridos cocktails que combinam bebidas energéticas com bebidas alcoólicas.

Diz um recente estudo da Research Society on Alcoholism, nos Estados Unidos, que misturar estes dois tipos de bebida aumenta a vontade de beber, o que, por si só, faz crescer o risco de intoxicação.

Publicado na semana passada no Alcoholism: Clinical and Experimental Research, o estudo norte-americano contou com a participação de 26 adultos, que tiveram que escolher entre seis bebidas ‘noturnas’, como vodka com uma bebida descafeinada, vodka com uma bebida energética média, vodka com uma bebida energética de grande quantidade, uma bebida descafeinada, uma bebida energética média ou uma bebida energética de grande quantidade.

Após o consumo, foi analisado o apetite por mais bebidas alcoólicas e o resultado não poderia ter sido mais surpreendente: Os participantes que optaram por misturar álcool com bebidas energéticas mostravam uma maior vontade de continuar a beber e tudo por culpa da cafeína presente no cocktail..

De acordo com os investigadores, a cafeína aumenta a vontade de ingerir bebidas alcoólicas, que pode, também, aumentar o risco de intoxicação por álcool.

Esta não é, porém, a primeira vez que a ciência alerta para o risco do consumo de bebidas energéticas. O impacto que têm no corpo é um dos motivos de preocupação, assim como o risco de problemas cardíacos a que estão associadas. No ano passado foi ainda publicado um estudo que relaciona o consumo deste tipo de bebidas com possíveis lesões cerebrais.

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Referência
Daniela Costa Teixeira

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