Miniatura de estômago criada a partir de células estaminaisNotícias de Saúde

Quinta, 06 de Novembro de 2014 | 36 Visualizações

Fonte de imagem: Photo credit: Kyle McCracken

Uma equipa de investigadores criou o primeiro estômago em miniatura em laboratório, a partir de células estaminais pluripotentes.
 
O organoide, que tem o tamanho inferior a uma ervilha, foi desenvolvido no Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati, em Ohio, EUA, e irá servir como ferramenta de pesquisa do desenvolvimento de várias doenças do estômago como a síndrome metabólica, a diabetes e o cancro.
 
Jim Wells, cientista nos departamentos de Biologia do Desenvolvimento e de Endocrinologia e autor principal deste estudo, analisou previamente, em conjunto com uma equipa de cientistas, as etapas de formação do estômago durante o desenvolvimento do embrião. Os investigadores passaram dois anos a analisar estudos publicados e a realizar ensaios para chegarem ao processo de formação daquele órgão.
 
A equipa conseguiu, após a aplicação de processos de formação do estômago a células estaminais pluripotentes, que estas se desenvolvessem e formassem estômagos humanos em miniatura. No espaço de um mês formaram-se organoides gástricos humanos com cerca de três milímetros de diâmetro.
 
Este processo foi empregue pela equipa para determinar o que impulsiona a formação normal do estômago em humanos com o intuito de perceber o que funciona mal quando o estômago não se forma corretamente.
 
Foram ainda efetuadas experiências com a bactéria Helicobacter pylori no tecido criado. No espaço de 24 horas a bactéria tinha desencadeado reações bioquímicas no órgão. Os organoides gástricos humanos tinham reproduzido na perfeição as etapas iniciais da doença gástrica causada por aquela bactéria, inclusive a ativação do gene cancerígeno c-Met, bem como a rápida propagação da infeção pelos tecidos epiteliais.   
 
Segundo Jim Wells, a criação de organoides gástricos tridimensionais oferece novas oportunidades para a descoberta de fármacos, modelação das fases iniciais do cancro do estômago e para o estudo dos fatores subjacentes à obesidade relacionada com a diabetes.

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Referência
Estudo publicado na revista “Nature”

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