Metade dos portugueses asmáticos tem a doença por controlarNotícias de Saúde

Quinta, 26 de Abril de 2018 | 16 Visualizações

Fonte de imagem: Diseases Pictures

Cerca de metade dos portugueses que têm asma não tem a sua doença controlada, afetando a sua qualidade de vida, alertou a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC).
 
Segundo apurou a agência Lusa, a presidente da Sociedade de Alergologia, Elisa Pedro, recorda que em Portugal há pelo menos 700 mil doentes asmáticos, o que representa mais de seis por cento da população nacional. Do total, 175 mil são crianças e adolescentes.
 
Os estudos e estimativas indicam que mais de 50% da população em idade pediátrica não tem a asma controlada, sendo que nos adultos a percentagem é de 43%.
 
Segundo Elisa Pedro, ter a asma controlada significa ter uma vida sem limitações de atividade, podendo praticar exercício físico ou desporto, por exemplo.
 
A médica explica que o controlo da asma passa por não ter sintomas noturnos, não ter sintomas durante o dia, não ter crises e não necessitar de andar constantemente a recorrer ao inalador, além de manter uma função pulmonar normal nos exames médicos.
 
“Nove em cada dez doentes que não tem a asma controlada têm uma perceção errada do estado de controlo da doença. Vão adaptando as suas vidas às suas limitações e creem que assim têm a doença controlada”, refere a presidente da SPAIC em declarações à agência Lusa.
 
Mas a asma, como a maioria das doenças crónicas, necessita de um tratamento diário e há doentes que, ao sentirem-se bem, não fazem a medicação. Há também casos de doentes que não aderem à terapêutica porque os medicamentos são caros ou de doentes que fazem incorretamente a medicação inalada.
 
Dados de um estudo do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde mostram ainda que o controlo da larga maioria dos doentes asmáticos permitira poupar mais de 180 milhões de euros por ano em Portugal.
 
Para ajudar a mudar a realidade da asma por controlar, vai ser lançada uma campanha em Portugal que recorre à personagem “Vitinho”, um ícone da infância nas décadas de 1970 e 1980 que lembrava às crianças a hora de ir dormir e a importância de uma noite descansada.

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Referência
Dados da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica

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