Menor sono profundo associado a sinal precoce de AlzheimerNotícias de Saúde

Quarta, 23 de Janeiro de 2019 | 3 Visualizações

Fonte de imagem: HuffPost

Um novo estudo sugere que uma menor quantidade de sono profundo poderá constituir um sinal precoce da doença de Alzheimer. 
 
Os problemas de sono são uma característica da doença de Alzheimer. Os doentes tendem a acordar cansados e o sono torna-se menos reparador à medida que os sintomas da doença, como a perda de memória, se vão instalando.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, EUA, o estudo revelou que as pessoas mais velhas com um menor sono de ondas lentas, que constitui o sono profundo reparador essencial para consolidar as memórias, apresentam níveis mais elevados da proteína tau.
 
Para o estudo, Brendan Lucey, David Holtzman e colegas recrutaram 119 pessoas com 60 anos ou mais de idade, 80% das quais eram normais em termos cognitivos e as restantes apresentavam uma incapacidade cognitiva muito leve.
 
Foi pedido aos participantes que usassem um sistema de EEG portátil em casa, durante uma semana, para medir as ondas cerebrais durante o sono. Os voluntários usaram também um sensor para monitorizar o movimento corporal. Foi ainda pedido que mantivessem registos de sono, tanto noturno como de sestas diurnas. 
 
Adicionalmente, os investigadores mediram os índices de proteína tau e de beta-amiloide no cérebro e no líquido cefalorraquidiano. 38 participantes foram submetidos a ressonância magnética ao cérebro, 104 a punção lombar para obtenção de líquido cefalorraquidiano e 27 fizeram ambos os testes. 
 
Como resultado, a equipa descobriu que um decréscimo no sono de ondas lentas coincidia com níveis mais elevados de proteína tau no cérebro e a um rácio mais elevado de tau para beta-amiloide no líquido cefalorraquidiano. 
 
“A chave é que não foi a quantidade total de sono que foi associada à tau, foi o sono de ondas lentas, o qual reflete a qualidade do sono”, afirmou Brendan Lucey. “As pessoas com mais patologia de tau, efetivamente dormiam mais durante a noite e faziam mais sestas de dia, mas não estavam a obter uma qualidade tão boa de sono”, concluiu. 

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Referência
Estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”

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