Melanoma: procedimento cirúrgico não aumenta sobrevidaNotícias de Saúde

Terça, 13 de Junho de 2017 | 129 Visualizações

Fonte de imagem: Huffingtonpost

Um novo estudo determinou que os pacientes com melanoma espalhado para os nódulos linfáticos e que são submetidos a intervenção cirúrgica padrão não apresentam uma maior sobrevida.
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores no Complexo Clínico Cedars-Sinai, EUA, é um dos maiores efetuados no âmbito do melanoma, o tipo de cancro da pele mais agressivo e fatal. 
 
O procedimento cirúrgico habitual consiste na remoção imediata dos nódulos linfáticos adjacentes ao tumor principal, conhecida como dissecação dos nódulos linfáticos.
 
Para o estudo, os investigadores liderados por Mark Faries, contaram com a participação de 1.900 pacientes com melanoma, de mais de 60 instituições clínicas norte-americanas e de outros países. 
 
A equipa procurou determinar se os pacientes com melanoma com doença num número reduzido de nódulos linfáticos deveriam ou não ter todos os nódulos daquela área do corpo removidos. Os resultados do estudo sugerem que aquele grupo de pacientes não deve ser submetido à cirurgia. 
 
Quase 25% dos pacientes submetidos à cirurgia desenvolveram linfedema, que é o inchaço resultante da remoção dos nódulos linfáticos e que provoca infeções e problemas de movimento, em comparação com 6% do grupo de controlo. 
 
Segundo o autor principal do estudo, a dissecação dos nódulos linfáticos é uma cirurgia de grande porte, que acarreta complicações como infeção e danificação dos nervos. 
 
No entanto, a cirurgia de dissecação dos nódulos linfáticos apresentou uma vantagem: as biópsias dos nódulos removidos permitiram aos médicos determinar a extensão do cancro e aumentar o período de tempo em que os pacientes estariam sem a doença, o que, no entanto, não prolongou a vida dos pacientes.
 
“Os novos achados irão provavelmente resultar em muito menos procedimentos desse género a serem efetuados globalmente”, avançou Mark Faries. “Os resultados irão também possivelmente influenciar a conceção de muitos ensaios clínicos atuais e futuros relativamente a terapias clínicas para o melanoma”, concluiu.
 
O procedimento de grande porte continuará a ser uma opção para alguns casos, mas deixará de ser a opção padrão, rematam os investigadores. 

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “The New England Journal of Medicine”

Info-Saúde Relacionados