Melanoma: desenvolvidos novos fármacosNotícias de Saúde

Quarta, 01 de Junho de 2016 | 52 Visualizações

Fonte de imagem: sciencedaily

Investigadores franceses sintetizaram e desenvolveram novos fármacos contra o melanoma. Um deles, o HA15, reduz a viabilidade das células do melanoma sem afetar as células saudáveis, dá conta um estudo publicado na revista “Cancer Cell”.
 
O melanoma é uma forma altamente agressiva do cancro da pele que afeta os melanócitos, as células responsáveis pela síntese da melanina. Existem três fases da progressão do tumor: crescimento radial, na qual as células proliferam de forma desordenada na epiderme; a fase de crescimento vertical, que envolve a invasão da derme; e a fase metastática, que corresponde à difusão das células cancerígenas nos tecidos periféricos.
 
Apesar de se terem obtidos resultados promissores no tratamento da fase metastática, utilizando para tal terapias dirigidas ou imunoterapias, a maioria dos pacientes necessita de tratamentos adicionais para impedir a recidiva do tumor e também para impedir que se desenvolvam mais metástases.
 
Desta forma a identificação de um novo candidato a fármaco é um elemento inevitável para o estabelecimento de terapias eficazes contra este tipo de cancro, no qual a incidência está a aumentar a cada 10 anos.
 
Foi neste contexto que os investigadores do Inserm Unit 1065, Centro Mediterrânico para a Medicina Molecular, em França, descobriram um nova classe de fármacos, a TZB, que apresentam propriedades anticancerígenas benéficas.
 
Stéphane Rocchi, a líder do estudo, refere que inicialmente esta família de fármacos foi identificada na diabetes tipo 2, uma vez que aumentava a sensibilidade das células à insulina. Desta forma, para a ser utilizado contra o cancro, os investigadores tiveram que alterar a sua estrutura para eliminar a atividade pró-insulina.
 
Após várias tentativas, os investigadores conseguiram, em colaboração com o Instituto de Química de Nice, modificar extensivamente a estrutura inicial da TZB. A formulação mais promissora foi denominada HA15.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “Cancer Cell”

Info-Saúde Relacionados