Melanoma avançado: desenvolvida nova combinação farmacológicaNotícias de Saúde

Sexta, 05 de Outubro de 2018 | 24 Visualizações

Fonte de imagem: Huffington

Uma equipa de investigadores encontra-se a testar uma nova combinação farmacológica para o tratamento do melanoma em estado avançado que tem revelado resultados promissores.
 
A nova combinação terapêutica que é mais eficaz nos pacientes que estão a receber imunoterapia pela primeira vez, usa um agente experimental conhecido como SD-101, que é semelhante a uma bactéria, em combinação com o fármaco de imunoterapia conhecido como pembrolizumab.
 
Os investigadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA, conduziram um ensaio para verificar os efeitos secundários e dosagem ideal daquela combinação farmacológica, no âmbito de um estudo que se encontra ainda em fase inicial. 
 
O agente SD-101, consiste numa sequência de ácidos nucleicos que simulam uma infeção bacteriana, e em combinação com o fármaco pembrolizumab alteram o microambiente que rodeia o tumor de forma a permitir que o sistema imunitário ataque o cancro com maior eficácia.
 
O pembrolizumab atua através do bloqueio da proteína PD-1, a qual interfere com a função do sistema imunitário, permitindo uma maior eficácia no combate ao cancro. Embora este fármaco seja um avanço significativo no tratamento de cancros com metástases, a maioria dos melanomas com metástases continuam a ser resistentes ao pembrolizumab.
 
“Descobrimos que a razão pela qual os pacientes com melanoma metastático não respondem imediatamente à imunoterapia com um anti PD-1 é que o seu sistema imunitário não estava pronto”, avançou Antoni Ribas, autor que liderou o estudo. 
 
A equipa decidiu então injetar o fármaco nas metástases, alterando assim o microambiente do cancro. “É como ter um monte de madeira, mas não ter um fósforo para a acender. Com esta nova abordagem, o SD-101 é o fósforo que inicia o fogo”, explicou.
 
O tratamento foi ensaiado em 22 pacientes com melanoma avançado ou inoperável. Nove iam receber imunoterapia pela primeira vez, como parte do estudo. Sete dos nove pacientes responderam à combinação farmacológica, tendo os tumores desaparecido totalmente em dois dos pacientes.
 
Os restantes 13 tinham já recebido imunoterapia anteriormente, sendo que dois deram uma resposta parcial, com partes de tumores a retrocederem, mas sem desaparecerem. Cinco pacientes tiveram alguma redução nos tumores, mas os restantes não responderam ao tratamento.

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Referência
Estudo publicado na revista “Cancer Discovery”

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