Médicos usam impressora 3D para reconstruir crânioNotícias de Saúde

Sexta, 29 de Agosto de 2014 | 444 Visualizações

Fonte de imagem: people.com.cn

Uma equipa liderada por médicos chineses utilizou uma impressora 3D para a reconstrução de metade do crânio de um homem que foi esmagada em consequência de uma queda de três andares que o deixou incapaz de escrever ou falar e lhe provocou graves danos ao nível do movimento e da visão.

A rede de titânio impressa pelos cientistas, que contaram com o apoio de especialistas de todo o mundo, foi implantada no cérebro de Hu, um camponês de 46 anos, esta quinta-feira, por intermédio de uma cirurgia inovadora, e, se a operação for bem-sucedida, a solução deverá restaurar, naturalmente, o formato do crânio.
 
Para já, o grupo do hospital de Xijing, localizado na velha cidade chinesa de Xi'an, onde foi realizado o procedimento, ainda não adiantou quaisquer novidades em relação ao sucesso da intervenção cirúrgica.
 
Porém, a imprensa chinesa revela que os médicos acreditam que, por trazer um aumento do espaço no interior da cabeça, a recuperação do crânio poderá fazer com que o cérebro regenere também, gradualmente, as suas capacidades. Ou seja, espera-se que, à medida que o crânio for voltando à sua forma original, o cérebro acompanhe as melhorias observadas, devolvendo a Hu as competências perdidas.
 
A notícia do uso de uma impressora 3D para criar a estrutura necessária à reconstrução do cérebro de Hu chega apenas alguns dias depois de uma outra equipa de saúde chinesa ter introduzido uma vertebra impressa segundo a mesma técnica num paciente de 12 anos com cancro na coluna. 

Neste caso, a substituição da vertebra normal por uma impressa a três dimensões, realizada no Peking University Hospital, em Pequim, durante uma cirurgia pioneira que durou cinco horas, vai permitir o crescimento de novo osso no local onde estava o tumor.

Embora ainda não seja comum a utilização de órgãos humanos produzidos a partir de impressoras 3D, são já conhecidos outros casos em que tal aconteceu, nomeadamente histórias de pacientes que receberam maxilares ou ancas criados a partir desta tecnologia.

Tal como as impressoras normais, as impressoras 3D funcionam através de camadas, mas ao contrário das tradicionais, "empilham" camadas de diferentes materiais umas sobre as outras até que se forme um objeto real.

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Referência
Peking University Hospital