Medicamento para artrite cura calvície severa e raraNotícias de Saúde

Quinta, 26 de Junho de 2014 | 286 Visualizações

Até agora não existia cura nem tratamento para a ‘alopecia universalis’, uma doença que provoca uma forma rara e severa de calvície. Mas uma equipa de cientistas norte-americanos acaba de reverter totalmente esta condição, num doente, com um medicamento que é usado para tratar a artrite.

Os investigadores apresentam esta solução como o primeiro tratamento bem-sucedido contra esta doença rara que causa grande transtorno ao nível da autoestima. O paciente tratado pela equipa da Universidade de Yale recuperou todo o cabelo, bem como as sobrancelhas e as pestanas, e até os pelos noutras áreas do corpo como debaixo dos braços e na barba.

 

O paciente que foi encaminhado para a equipa do dermatologista Brett A. King sofria de 'alopecia universalis' e também de psoríase – uma doença inflamatória que torna algumas partes da pele avermelhadas. 

O dermatologista norte-americano quis tratar as duas condições de uma só vez, recorrendo a um medicamento já aprovado pela FDA (entidade que regula a entrada de medicamentos nos EUA) para combater a artrite reumatoide.

A substância, conhecida como ‘facitinib citrate’, já tinha sido usada com sucesso para tratar a psoríase em humanos e também já tinha ajudado a combater uma outra forma de calvície  (a alopecia areata) em ratinhos.

Depois de três meses de a tomar 10 mg de tofacitinib por dias, o paciente tinha recuperado quase todo o cabelo e também o pelo em várias zonas do corpo que estavam calvas há mais de sete anos, revelando ainda alguma melhoria ao nível dos sintomas da psoríase. 

“Ao fim de oito meses, confirmamos o regresso total do cabelo”, disse a coautora da investigação, Brittany G. Craiglow. Além disso, acrescenta, “o paciente não revelou qualquer efeito secundário”.

De acordo com o dermatologista King, o tofacitinib parece funcionar no tratamento deste tipo de calvície porque bloqueia o ataque do sistema imunitário aos folículos capilares. 

Clique Aqui para ler o comunicado de imprensa da Universidade de Yale.

 

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Referência
Comunicado de imprensa da Universidade de Yale.

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